Guardas municipais são indiciados pelo homicídio de jovem em Manaus
Três guardas municipais foram indiciados pela morte de Bruno Girão Santos, baleado em fevereiro na Zona Oeste de Manaus. O caso gerou protestos na comunidade local.

A Polícia Civil do Amazonas indiciou três guardas municipais pelo homicídio de Bruno Girão Santos, de 22 anos, que foi morto a tiros no dia 26 de fevereiro deste ano, no bairro Compensa, na Zona Oeste de Manaus. O inquérito policial foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) na última terça-feira, 6 de novembro.
Os guardas indiciados são Guilherme Pinheiro Braide, Hawan Lima Aguiar e Ataíde Fernandes Romeiro Junior. Segundo relatos de familiares, Bruno foi baleado na madrugada do incidente enquanto retornava do trabalho e entrou em um beco para encontrar um amigo, momento em que foi atingido pelos disparos.
A tia de Bruno, Jaqueline Girão, afirmou que diversos moradores presenciaram a ação. Ela destacou que, segundo testemunhas, os guardas dispararam dois tiros, atingindo seu sobrinho pelas costas. “A população toda viu, tem testemunhas, vizinhos que escutaram os tiros”, declarou Jaqueline.
De acordo com o relatório da Polícia Civil, os três guardas realizaram um exame residuográfico no dia da ocorrência. Os resultados mostraram a presença de partículas metálicas de chumbo nos agentes Hawan Lima Aguiar e Ataíde Fernandes Romeiro Junior, enquanto Guilherme Pinheiro Braide apresentou resultado negativo. As investigações indicaram que não havia justificativa para a ação dos guardas.
Após a morte de Bruno, a comunidade do bairro Compensa organizou um protesto na Avenida Brasil pedindo justiça. Durante a manifestação, pneus e colchões foram incendiados e a via ficou interditada. A Guarda Municipal, em nota, afirmou que os agentes estavam respondendo a uma denúncia e que Bruno foi encontrado já caído no chão. Após o indiciamento, a advogada da família, Nicolly Cavalcante Menezes, ressaltou que essa decisão é um passo importante na busca por justiça e criticou a falta de transparência da Guarda Municipal durante as investigações.
Fonte: D24AM