Guardiãs da Floresta destaca papel feminino no combate às mudanças climáticas
Iniciativa busca colocar mulheres do Marajó no centro do debate ambiental, reconhecendo sua importância na preservação da floresta.

O projeto Guardiãs da Floresta, lançado na última sexta-feira (3), é uma ação do Instituto Ajuri em cooperação com o Instituto Sincronicidade para a Interação Social (Ispis) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Esta iniciativa faz parte da programação da Semana do Clima da Amazônia e visa dar destaque a 15 comunidades do arquipélago do Marajó, no Pará, onde as mulheres têm um papel fundamental na conservação da floresta.
Com um enfoque voltado para o gênero, o projeto se estrutura em três pilares principais: valorização das trabalhadoras da sociobioeconomia, promoção da saúde integral da mulher e defesa dos direitos e cidadania. A meta é criar uma rede de mulheres ribeirinhas extrativistas, preparadas para se tornarem líderes em suas comunidades e promoverem mudanças significativas.
As ações do projeto se estenderão até 2029 e incluem diagnósticos territoriais, criação de uma plataforma de conteúdos, capacitação técnica em sistemas agroflorestais e suporte em áreas como educação financeira e acesso a microcrédito. Além disso, o projeto busca enfrentar a violência e oferecer atendimentos de saúde voltados para as mulheres, incluindo apoio psicossocial.
A idealizadora e coordenadora técnica do projeto, Marianna Protázio, destacou que a iniciativa tem como objetivo fundamental melhorar a qualidade de vida das mulheres que, embora sejam essenciais para a cadeia produtiva, muitas vezes são invisibilizadas. “Valorizando a história e respeitando as tradições, as integrantes do Guardiãs da Floresta atuarão como multiplicadoras de saberes”, afirmou Protázio.
A parceria entre o projeto e o Museu Goeldi é considerada um pilar científico essencial, conforme explicou a coordenadora do museu, Sue Costa. Ela ressaltou a importância de unir esforços para enfrentar os desafios do Marajó, oferecendo infraestrutura e confiabilidade institucional. “Essa cooperação representa uma oportunidade de exercer a extensão em sua forma mais plena, numa região carente de políticas públicas”, completou Costa.
Fonte: Portal Amazônia