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Guardiãs da Floresta destaca papel feminino no combate às mudanças climáticas

Iniciativa busca colocar mulheres do Marajó no centro do debate ambiental, reconhecendo sua importância na preservação da floresta.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraGuardiãs da Floresta, Marajó, empoderamento feminino
Guardiãs da Floresta destaca papel feminino no combate às mudanças climáticas
Foto: ‘Guardiãs da Floresta’ propõe colocar mulheres do Marajó no centro do debate climático. Foto: Neth Vilhena / Sejudh

O projeto Guardiãs da Floresta, lançado na última sexta-feira (3), é uma ação do Instituto Ajuri em cooperação com o Instituto Sincronicidade para a Interação Social (Ispis) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Esta iniciativa faz parte da programação da Semana do Clima da Amazônia e visa dar destaque a 15 comunidades do arquipélago do Marajó, no Pará, onde as mulheres têm um papel fundamental na conservação da floresta.

Com um enfoque voltado para o gênero, o projeto se estrutura em três pilares principais: valorização das trabalhadoras da sociobioeconomia, promoção da saúde integral da mulher e defesa dos direitos e cidadania. A meta é criar uma rede de mulheres ribeirinhas extrativistas, preparadas para se tornarem líderes em suas comunidades e promoverem mudanças significativas.

As ações do projeto se estenderão até 2029 e incluem diagnósticos territoriais, criação de uma plataforma de conteúdos, capacitação técnica em sistemas agroflorestais e suporte em áreas como educação financeira e acesso a microcrédito. Além disso, o projeto busca enfrentar a violência e oferecer atendimentos de saúde voltados para as mulheres, incluindo apoio psicossocial.

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A idealizadora e coordenadora técnica do projeto, Marianna Protázio, destacou que a iniciativa tem como objetivo fundamental melhorar a qualidade de vida das mulheres que, embora sejam essenciais para a cadeia produtiva, muitas vezes são invisibilizadas. “Valorizando a história e respeitando as tradições, as integrantes do Guardiãs da Floresta atuarão como multiplicadoras de saberes”, afirmou Protázio.

A parceria entre o projeto e o Museu Goeldi é considerada um pilar científico essencial, conforme explicou a coordenadora do museu, Sue Costa. Ela ressaltou a importância de unir esforços para enfrentar os desafios do Marajó, oferecendo infraestrutura e confiabilidade institucional. “Essa cooperação representa uma oportunidade de exercer a extensão em sua forma mais plena, numa região carente de políticas públicas”, completou Costa.

Fonte: Portal Amazônia

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