Guilherme Checco detalha monitoramento de assentamentos na BR-319
O secretário do MMA, Guilherme Checco, discute estratégias de monitoramento da BR-319 para combater desmatamento e ocupações irregulares. A entrevista foi exibida no canal Amazon Sat.

O secretário-executivo adjunto do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Guilherme Checco, apresentou as iniciativas do governo federal para equilibrar a recuperação da BR-319 com os assentamentos existentes na região. Durante uma entrevista no programa Entrevistas, transmitido pelo canal Amazon Sat, Checco enfatizou a intensificação do monitoramento da rodovia, visando identificar assentamentos e áreas vulneráveis ao desmatamento.
Checco destacou que já foi realizado um mapeamento abrangente dos 26 mil Cadastros Ambientais Rurais (CAR), que são instrumentos legais essenciais tanto para proprietários quanto para posseiros rurais. Este mapeamento foi feito em colaboração com o Ministério de Inovação e o Governo do Amazonas, proporcionando um raio-x detalhado de todas essas áreas, permitindo que o governo inicie ações efetivas.
Durante a entrevista, ele também explicou que o governo está realizando um diagnóstico minucioso das áreas adjacentes à BR-319. O objetivo é entender melhor a dinâmica de ocupação do território e assim direcionar as ações de fiscalização e ordenamento fundiário, além de garantir uma presença efetiva de outros órgãos governamentais na região.
Checco mencionou que essa coleta de dados possibilita a identificação de assentamentos e ocupações irregulares, assim como regiões com maior pressão sobre a floresta. Para melhorar a segurança pública, será instaurada uma agência multifuncional ao longo da rodovia, reunindo órgãos como a Polícia Federal, Ibama e Incra, além da construção de três portais ao longo da estrada.
Além disso, Checco abordou a implementação de uma Parceria Público Privada (PPP) que, embora não substitua as funções do estado, atuará em tempo real para apoiar as ações governamentais. Ele esclareceu que essa parceria não gerará custos para a população, pois o governo federal arcará com todas as despesas. O foco é garantir que as atividades de proteção ambiental sejam integradas ao contrato com o parceiro privado.
Fonte: Portal Amazônia