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Hantavírus: OMS investiga surto em cruzeiro com mortes e doentes

Um possível surto de hantavírus em um cruzeiro no Atlântico está sob monitoramento da OMS, com três mortes confirmadas e outros doentes a bordo.

Ana Beatriz Souza2 min de leiturahantavírus, cruzeiro, OMS
Hantavírus: OMS investiga surto em cruzeiro com mortes e doentes
Foto: (Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está acompanhando um potencial surto de hantavírus que ocorreu em um navio de cruzeiro, o MV Hondius, enquanto navegava pelo Oceano Atlântico. Até o momento, foram registradas três mortes e pelo menos três pessoas doentes, sendo que uma delas está em terapia intensiva.

A operadora de turismo Oceanwide Expeditions, responsável pelo cruzeiro, confirmou que a situação médica a bordo é crítica. Um paciente internado teve identificada uma variante do hantavírus, e a empresa informou que dois tripulantes também apresentam sintomas respiratórios agudos, necessitando de atendimento médico imediato.

Atualmente, a embarcação se encontra isolada na costa de Cabo Verde, com 149 pessoas a bordo, representando 23 nacionalidades, sem brasileiros entre os passageiros. A liberação para desembarque, atendimento médico e triagem depende da autorização das autoridades sanitárias locais.

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Os hantavírus são conhecidos por serem vírus zoonóticos que infectam roedores e, ocasionalmente, podem ser transmitidos aos seres humanos, resultando em doenças graves. A infecção em humanos pode levar a complicações sérias e, em alguns casos, à morte, dependendo do tipo de hantavírus e da região.

Na América, por exemplo, a infecção pode causar a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, que afeta rapidamente os pulmões e o coração. Já na Europa e na Ásia, os hantavírus são associados à febre hemorrágica com síndrome renal, que impacta principalmente os rins e os vasos sanguíneos. É importante ressaltar que a transmissão do hantavírus ocorre principalmente pelo contato com excrementos, urina ou saliva de roedores infectados, e a prevenção depende da redução do contato entre humanos e roedores.

Fonte: D24AM

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