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Hemoam convoca doadores para mapear DNA da população do Amazonas

De 25 a 28 de maio, Hemoam realizará coleta de amostras para o Projeto Genoma SUS, buscando doadores maiores de 18 anos sem doenças graves.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraHemoam, Genoma SUS, doação de sangue
Hemoam convoca doadores para mapear DNA da população do Amazonas
Foto: (Foto: Karla Vieira/Manaus Solidária)

Manaus receberá entre os dias 25 e 28 de maio uma importante ação da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam). O hemocentro será um dos locais de coleta de amostras biológicas para o Projeto Genoma SUS, uma das maiores iniciativas de saúde de precisão do Brasil. Aqueles que desejam participar como voluntários poderão se dirigir à sede do hemocentro, situada na avenida Constantino Nery, das 9h às 17h (Bloco E, térreo).

O projeto também conta com a colaboração da Rede Genomas da Amazônia, que é liderada pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e envolve várias instituições de ensino e saúde da Região Norte. Além do Hemoam, pesquisadores de outras entidades, como a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e a Fundação Hospitalar Alfredo da Mata (FUHAM), estão integrados a essa iniciativa.

O objetivo do projeto na região Norte é sequenciar o genoma completo (WGS) de 10 mil indivíduos, a fim de identificar variantes genéticas e alelos raros que sejam característicos da população amazônica. Com esses dados, o programa Genomas Brasil, do Ministério da Saúde, poderá desenvolver diagnósticos mais rápidos, tratamentos personalizados e medicamentos eficazes, contribuindo para uma saúde de precisão que leve em conta a diversidade genética da população local.

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Para participar dessa etapa de mapeamento populacional, o projeto busca indivíduos maiores de 18 anos que não apresentem doenças graves. Diferente da doação convencional de sangue, a participação no Genoma SUS envolve a coleta de uma amostra de sangue periférico de 5 mL ou um raspado bucal, além do preenchimento de um formulário que contém informações clínicas e histórico familiar do doador.

Todas as amostras coletadas serão submetidas a um processo automatizado para extração de DNA e análise bioinformática. É importante frisar que a participação é totalmente voluntária, segura e sigilosa, seguindo rigorosos protocolos éticos e de proteção de dados. As informações genômicas geradas serão armazenadas em um banco de dados protegido, destinado exclusivamente à pesquisa pública e ao suporte da atenção básica de saúde.

Fonte: D24AM

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