Henrique Vorcaro Pede Liberdade ao STF com Apelo Religioso
Henrique Moura Vorcaro, fundador do Grupo Multipar, solicita ao STF a revogação de sua prisão preventiva, alegando problemas de saúde e inocência.

O empresário Henrique Moura Vorcaro, fundador do Grupo Multipar, encaminhou um pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a revogação de sua prisão preventiva, que está em vigor desde maio deste ano. Ele é pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a sua prisão foi determinada no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master.
Na carta enviada ao magistrado na última segunda-feira, dia 21, Henrique enfatiza sua inocência e justifica a urgência de sua solicitação alegando problemas de saúde. O empresário menciona sofrer de dores intensas na cabeça e na nuca, além de enfrentar picos de pressão e dores abdominais resultantes de crises de diverticulite.
Henrique Vorcaro, que se considera idoso, afirmou que sua saúde está bastante debilitada e que tem enfrentado dificuldades para redigir sua carta desde o dia 20 de agosto. Ele também destaca a escassez de atendimento médico no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, localizado em Contagem, Minas Gerais, onde está preso, devido ao elevado número de detentos.
No conteúdo da carta, o empresário tenta se distanciar das atividades que levaram seu filho, Daniel Vorcaro, à prisão, afirmando que o jovem não mantinha vínculos com seus negócios. “Daniel não tratava nada de banco ou de negócios dele comigo, até me rejeitava”, declarou Henrique.
Além disso, ele faz um apelo de caráter religioso a André Mendonça, mencionando que, ao ser preso sob a relatoria do magistrado, sentiu-se tranquilo, acreditando que a verdade seria reconhecida. Henrique ainda critica a manutenção de sua prisão, associando-a a uma injustiça e um erro total. Ele finaliza afirmando ter o direito constitucional de responder em liberdade e pede que sua solicitação seja considerada também pelos demais ministros da Suprema Corte.
Fonte: Amazonas Atual