HUGV alerta sobre cuidados após inalação de estireno em Manaus
Após vazamento de estireno em Manaus, HUGV orienta sobre riscos e cuidados imediatos diante da inalação do gás. CIATox registra aumento na busca por informações.

O vazamento de estireno ocorrido em Manaus no dia 15 de julho gerou uma intensa busca por informações sobre os riscos associados à exposição a essa substância. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), ligado ao Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), relatou um aumento significativo no número de atendimentos telefônicos desde o incidente.
O estireno, um composto químico amplamente utilizado na produção de plásticos e resinas, pode causar sérios efeitos à saúde. Especialmente, a inalação do gás pode levar a irritações nas vias respiratórias e nos olhos, além de reações que variam conforme o tempo de exposição e a saúde prévia da pessoa exposta.
Sangely Mendonça, chefe da Unidade de Farmácia Clínica do HUGV e responsável pelo CIATox, destacou que a maioria das ligações recebidas é de pessoas buscando informações para orientar familiares e amigos. A demanda por esclarecimentos está em alta, e muitos relataram sintomas como desconforto respiratório e irritação ocular.
As orientações iniciais em caso de exposição ao estireno incluem interromper imediatamente a exposição ao gás e buscar um local aberto e ventilado. Se houver irritação nos olhos ou na pele, é fundamental lavar a área afetada com água corrente. Além disso, é essencial não ignorar sinais como dificuldade para respirar, que requerem avaliação médica urgente.
O CIATox funciona 24 horas por dia, prestando suporte tanto à população quanto a profissionais de saúde em casos de intoxicação. A orientação é clara: em caso de sintomas após a exposição ao estireno, as pessoas devem procurar uma unidade de saúde ou acionar o Samu 192. A criação de um plano de contingência pelo HUGV para lidar com situações de exposição a gases tóxicos visa garantir a segurança de pacientes e colaboradores, conforme ressaltou André Mourão, superintendente em exercício do hospital.
Fonte: Portal Amazônia