IFAC e UFAC solicitam patente para gel-creme fitoterápico para pets
Instituições do Acre desenvolvem gel-creme que acelera a regeneração de feridas em animais, utilizando nanotecnologia e bioativos amazônicos.

O Instituto Federal do Acre (IFAC) e a Universidade Federal do Acre (UFAC) fizeram um avanço significativo na ciência e inovação ao protocolar o Pedido de Patente de Invenção do gel-creme fitoterápico Cicapet. Este produto foi criado para acelerar a regeneração de feridas em cães e gatos e é desenvolvido com nanotecnologia e bioativos da flora amazônica.
O pedido de patente foi formalizado no dia 3 de março de 2026, em uma colaboração inédita entre as duas instituições, evidenciando a maturidade do ecossistema de inovação no Acre. Desde maio de 2025, um grupo interinstitucional de trabalho se dedicou ao desenvolvimento e à proteção intelectual dessa tecnologia, envolvendo pesquisadores e equipes de inovação do IFAC e da UFAC.
A pesquisa que levou à criação do gel-creme foi liderada pela fisioterapeuta e doutoranda Adna Rocha de Araújo Maia, sob a orientação do professor Luis Eduardo Maggi da UFAC, especializado em biofísica e nanotecnologia. O professor Marcelo Ramon da Silva Nunes, do IFAC, também contribuiu para o projeto, que resultou na fundação da startup Cicapet, focada em desenvolver produtos fitoterápicos para a cicatrização em animais.
A Cicapet já se destacou no cenário nacional e internacional antes mesmo do pedido de patente, recebendo prêmios como o 2º lugar no DemoDay Inova Amazônia 2024 e sendo reconhecida no Startups Summit em 2024. Adna Maia ressalta que o produto combina conhecimento tradicional da flora amazônica com rigor científico, oferecendo uma alternativa eficaz e sustentável aos medicamentos sintéticos.
Segundo o professor Marcelo Ramon, o pedido de patente é um passo estratégico para a transferência de tecnologia ao mercado veterinário. A parceria entre as instituições é coordenada por Gabriela Cunha de Oliveira Munaretti, do IFAC, e José Humberto Araújo Monteiro, da UFAC, que destacam a importância da proteção intelectual para transformar pesquisas em produtos acessíveis e beneficiar a sociedade, valorizando a biodiversidade regional.
Fonte: Portal Amazônia