Índice Brasileiro de Sustentabilidade no Futebol Avaliará Clubes e Práticas ESG
Iniciativa busca mapear a relação de 40 clubes com práticas ambientais, sociais e de governança. Lançamento do diagnóstico está previsto para 2027.

SÃO PAULO – A prática de boas iniciativas relacionadas ao ESG (Environmental, Social and Governance – Ambiental, Social e Governança) está se consolidando no futebol brasileiro. O ponto de partida para essa análise é o IBSF (Índice Brasileiro de Sustentabilidade no Futebol), um sistema que examinará como os 40 clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro se relacionam com temas sociais, ambientais e de governança.
A iniciativa é promovida pelo Movimento Sustentabilidade em Campo, uma organização dedicada ao desenvolvimento de ações de ESG na indústria esportiva. O projeto conta com o apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e foi discutido durante o Fórum Sustentabilidade em Campo, realizado na segunda-feira, 3 de agosto, em São Paulo.
O lançamento do diagnóstico gerado pelo IBSF está previsto para o início de 2027, conforme esclareceu Marcelo Linguitte, presidente do Movimento Sustentabilidade em Campo, em entrevista ao Estadão. Ele destacou que a crescente semelhança dos clubes a organizações empresariais traz uma nova necessidade de observação das boas práticas no futebol, que historicamente lidou com grandes valores financeiros sem acompanhar a agenda de transparência que outros setores já adotaram.
Em 2024, quase 50% dos clubes que disputaram a série A do Campeonato Brasileiro já operavam no formato de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), um modelo instituído pela Lei nº 14 193/2021 para transformar clubes em empresas. Além disso, a relação entre os times e grandes patrocinadores, que já possuem demandas de ESG, exige que as agremiações se alinhem a essas novas exigências.
O IBSF funcionará como um facilitador, permitindo que os clubes utilizem seu grande poder de engajamento para promover a conscientização sobre suas práticas. Os clubes responderão a um questionário com 86 perguntas, que estão sendo validadas até setembro, e deverão enviar suas respostas em até 45 dias, incluindo dados documentais que comprovem as informações fornecidas. A ausência de resposta será considerada no índice final, que passará por auditoria antes de ser divulgado ao público.
Fonte: Amazonas Atual