Indiciamento de suspeito no atropelamento de Carlos Boulos em SP
Amilton Jusselino Rodrigues, de 61 anos, é indiciado por homicídio doloso qualificado após atropelar Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos, em briga de trânsito.

Na última terça-feira, dia 6 de março, a Polícia Civil de São Paulo pediu a prisão preventiva de Amilton Jusselino Rodrigues, um técnico em eletrônica de 61 anos. Ele é considerado o responsável pelo atropelamento do dentista Carlos Boulos, de 80 anos, na região central da capital paulista. Rodrigues foi indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil.
Carlos Boulos, que era tio de Guilherme Boulos, atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, faleceu na madrugada de terça-feira, três dias após o incidente ocorrido na Avenida 23 de Maio. O atropelamento ocorreu durante uma discussão de trânsito, que envolveu uma colisão entre veículos.
Segundo o advogado Natan Tolintino, que defende Rodrigues, seu cliente tentou se afastar de uma situação que considerou ameaçadora para proteger sua família. Ele alega que não tinha a intenção de atingir Carlos Boulos, e a dinâmica do acidente será esclarecida por meio de imagens e perícia.
De acordo com o boletim de ocorrência, Carlos Boulos estava dirigindo uma caminhonete Toyota Hilux e parou para discutir com o motorista de um Fiat Palio, que colidiu com seu carro. Durante a confusão, o motorista do Palio teria avançado sobre Boulos, que caiu e bateu a cabeça, sendo socorrido por uma ambulância, mas não sobreviveu aos ferimentos.
Guilherme Boulos expressou sua dor nas redes sociais, descrevendo seu tio como uma pessoa generosa e lamentando a violência do ocorrido. Amilton Rodrigues se apresentou à delegacia após a identificação de sua placa e, embora tenha sido liberado inicialmente, com a morte de Carlos, a Polícia Civil solicitou sua prisão preventiva, aguardando agora uma decisão da Justiça.
Fonte: Amazonas Atual