Influenciador é acusado de orquestrar roubo de ouro com primo policial
O influenciador Ivan Luiz Bastos Guimarães, conhecido como 'Itz Ivan', é apontado como o cérebro de um roubo de R$ 800 mil e 30 kg de ouro em Boa Vista, envolvendo seu primo, um delegado.

MANAUS – O delegado Hugo Cardias, que atua na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas de Roraima, revelou nesta quarta-feira (26) que Ivan Luiz Bastos Guimarães, mais conhecido como 'Itz Ivan', teria sido o mentor intelectual do roubo em Boa Vista (RR), que resultou em um prejuízo de R$ 800 mil e 30 kg de ouro. Segundo Cardias, Ivan convidou seu primo, o delegado John Allan Cunha Castilho, da Polícia Civil do Amazonas, para participar do crime.
Durante uma coletiva de imprensa, Cardias explicou que o influenciador, que atualmente reside em Santa Catarina, chamou o primo para se envolver na ação criminosa. O delegado afirmou que, após o roubo, Ivan se mudou para Santa Catarina e que o primo se conectou com outros agentes da Polícia Civil em Roraima para planejar a operação.
A operação desencadeada pela Polícia Federal na última sexta-feira (21) culminou com a prisão preventiva do delegado John Allan e do investigador Diego Gabriel Rodrigues de Araújo, ambos vinculados à Delegacia Interativa de Polícia de Manacapuru. A investigação teve início em março deste ano, na Corregedoria-Geral de Polícia Civil, com apoio da Draco, após um incidente de falsa abordagem policial que visava roubar ouro e dinheiro durante uma negociação na capital de Roraima.
Cardias destacou que a descoberta do roubo se deu pela falta de registro do ouro apreendido na falsa operação nas unidades policiais. Através de um boletim de ocorrência e das primeiras investigações, foi identificado que um grupo de policiais havia simulado uma operação e apreendido a carga de ouro e dinheiro, que nunca chegou às unidades. A partir disso, a polícia conseguiu traçar uma linha de investigação e identificar os responsáveis pelo crime.
O delegado confirmou que, ao todo, oito pessoas foram identificadas como participantes do crime, sendo dois servidores do Amazonas e um de Roraima, que chefiou o grupo no estado. A Justiça já autorizou o bloqueio de parte dos valores roubados, principalmente da conta do investigado que reside em Santa Catarina, totalizando cerca de R$ 12 milhões. Cardias finalizou ressaltando que a polícia está comprometida em agir contra qualquer transgressão da lei, enfatizando que ninguém está acima dela.
Fonte: Amazonas Atual