Influenciador grava voto com óculos inteligentes e critica políticos em SP
Um jovem filmou sua votação com óculos inteligentes, desrespeitando a lei, e fez críticas a candidatos. O ato expõe a violação do sigilo do voto, fundamental na democracia.

Na cidade de Praia Grande, em São Paulo, um jovem influenciador chamou atenção ao utilizar óculos inteligentes para gravar sua votação de forma ilegal. O episódio ocorreu no último domingo, dia 4, na Escola Municipal Professora Elza Oliveira de Carvalho, no bairro Glória. Durante a gravação, o eleitor manifestou sua insatisfação, xingando e criticando diversos candidatos enquanto anulava seu voto.
O vídeo, que rapidamente se tornou viral nas redes sociais, representa uma clara violação ao sigilo do voto, um princípio essencial garantido pela Constituição Federal e pelo Código Eleitoral. Essa regra existe para proteger os eleitores de coação, compra de votos e intimidação, assegurando a liberdade de escolha.
Desde as eleições de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deixou claro que é estritamente proibido o uso de dispositivos de gravação, como câmeras e celulares, dentro da cabine de votação. Com a evolução tecnológica, os cuidados com a fiscalização foram intensificados, e os eleitores devem desligar e entregar seus aparelhos aos mesários antes de se dirigirem à urna eletrônica.
Caso um eleitor se recuse a entregar seus dispositivos, ele pode ser impedido de votar e a mesa receptora pode acionar a força policial. Filmagens ou fotografias da urna eletrônica são consideradas crimes conforme o artigo 312 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), com penas que podem chegar até dois anos de reclusão e sanções financeiras.
A Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral (MPE) estão utilizando as publicações nas redes sociais para identificar autores de infrações como essa e instaurar investigações. A Justiça Eleitoral enfatiza que o sigilo na votação é fundamental para garantir a liberdade do eleitor, e qualquer descumprimento intencional, em busca de engajamento online, não isenta o infrator das consequências legais.
Fonte: D24AM