Inovação no Amapá: Próteses de Baixo Custo com Inteligência Artificial
Pesquisadores da Universidade Federal do Amapá criam próteses acessíveis utilizando impressão 3D e IA, buscando democratizar a reabilitação motora na região Norte do Brasil.

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) está desenvolvendo uma pesquisa inovadora com o objetivo de criar próteses de mão acessíveis, utilizando impressão 3D e Redes Neurais Artificiais. Essa iniciativa visa democratizar o acesso à reabilitação motora, especialmente no Norte do Brasil, onde o custo das próteses de alta tecnologia é uma barreira significativa para a população.
A cada ano, o Brasil registra mais de 30 mil amputações, sendo que mais de 70% das vítimas são homens, de acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e o Ministério da Saúde. As principais causas estão ligadas a complicações de doenças crônicas e acidentes de trabalho ou trânsito, o que torna ainda mais urgente a necessidade de soluções acessíveis para reabilitação.
O projeto da Unifap, que conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), se destaca por combinar engenharia biomédica e computação. O protótipo da prótese é projetado para replicar funções motoras com precisão, utilizando componentes eletrônicos econômicos que ajudam a diminuir o custo de produção, tornando a tecnologia mais viável para aqueles que necessitam.
O coordenador da pesquisa, professor André Ferreira, explica que o dispositivo é capaz de captar Sinais Mioelétricos (SME) gerados pela contração muscular do braço do usuário. Esses sinais são processados por um microcontrolador embarcado na própria prótese, permitindo que a prótese execute movimentos básicos como abrir e fechar a mão, além de realizar a flexão em garra.
Embora o projeto tenha avançado consideravelmente, os pesquisadores ainda enfrentam desafios antes de levar o produto ao mercado. Eles pretendem iniciar testes com voluntários amputados e estudar a compatibilidade dos materiais utilizados, além de desenvolver baterias internas recarregáveis que sejam leves e seguras. Com a perspectiva de replicar até 15 movimentos diferentes no futuro, a pesquisa não apenas destaca a inovação tecnológica na Amazônia, mas também reafirma o compromisso social da universidade em transformar a teoria em benefícios práticos para a comunidade.
Fonte: Portal Amazônia