Inpa e Coiab lançam projeto de agrofloresta na Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre
O Inpa e a Coiab firmaram um acordo para o Projeto Dukutena, que visa restaurar áreas degradadas e promover sistemas agroflorestais na Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre.

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) selou um Acordo de Cooperação Técnica com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e a MATPHA, dando início ao Projeto Dukutena, que tem como foco a agrofloresta na Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre.
Essa ação é significativa, pois representa a primeira vez que a Coiab terá acesso direto aos recursos do Fundo Amazônia/BNDES, aumentando o protagonismo dos povos indígenas na gestão de iniciativas voltadas para a restauração ambiental e o fortalecimento territorial na região amazônica.
Com um investimento de R$ 2,197 milhões e um prazo de 48 meses, o projeto Dukutena planeja restaurar 79,87 hectares de áreas degradadas, além de implementar sistemas agroflorestais em oito comunidades dos povos Jaminawa e Manchineri. As metas incluem o plantio de 25 mil mudas de espécies arbóreas e frutíferas, a criação de oito viveiros comunitários, e a capacitação de 40 agentes agroflorestais e 40 agentes de monitoramento indígena.
Além disso, o projeto visa fortalecer a segurança alimentar, a geração de renda, a proteção territorial e a valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas. O diretor do Inpa, Henrique Pereira, destacou a importância da parceria, afirmando que ela aproxima a ciência das demandas e saberes dos povos da floresta, contribuindo para uma “ciência amazônica mais diversa e conectada com os territórios”.
O coordenador-geral da Coiab, Toya Manchineri, enfatizou a importância do avanço na cooperação entre organizações indígenas e instituições públicas, ressaltando que essa união pode trazer resultados positivos para os desafios enfrentados pelos povos indígenas. A diretora-presidente da MATPHA, Wauana Manchineri, acrescentou que o projeto também tem um caráter estratégico para a proteção de territórios de povos indígenas isolados, promovendo cuidados adicionais com esses parentes que habitam ou transitam por essas áreas.
Fonte: Portal Amazônia