Instalação de Raio-X e Scanners no Sistema Prisional Brasileiro
O Governo Federal investe R$ 184,9 milhões em tecnologia para fortalecer o controle nas prisões. A iniciativa, chamada Padrão Segurança Máxima, abrange 138 unidades prisionais.

BRASÍLIA – A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) iniciou a instalação de novos equipamentos no sistema prisional do Brasil, como parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado. O investimento totaliza R$ 184,9 milhões e inclui a aquisição de aparelhos, tecnologias e viaturas que serão entregues gradualmente a partir de junho.
A iniciativa, denominada Padrão Segurança Máxima, contempla a instalação de 276 equipamentos de raio-X, com um custo de R$ 36 milhões; 138 scanners corporais, com investimento de R$ 38 milhões; e 365 viaturas, totalizando R$ 108 milhões. Esses recursos visam fortalecer o controle prisional e melhorar a detecção de materiais ilícitos nas unidades.
A distribuição dos novos equipamentos seguirá um planejamento logístico rigoroso, onde cada uma das 138 unidades prisionais selecionadas receberá dois aparelhos de raio-X e um scanner corporal. O projeto prevê que, até o final de 2026, cada unidade receba três viaturas, sendo pelo menos uma delas blindada, aumentando a segurança das equipes e a capacidade operacional.
Os investimentos fazem parte do esforço de modernização do sistema penitenciário, alinhando-se ao padrão tecnológico utilizado no Sistema Penitenciário Federal. O objetivo não é transformar as unidades estaduais em federais, mas sim aprimorar os mecanismos de controle e segurança, respeitando a autonomia de cada estado e promovendo a cooperação entre a União e os estados.
O Padrão Segurança Máxima é um dos componentes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e é coordenado pela SENAPPEN. O projeto se divide em três eixos: modernização tecnológica, fortalecimento da inteligência e capacitação das equipes, visando um impacto direto na segurança pública e no combate às organizações criminosas tanto dentro quanto fora dos presídios.
Fonte: Amazonas Atual