Instituto Mamirauá apresenta 41 medidas para mitigar efeitos da estiagem no Amazonas
Com o agravamento da estiagem no Amazonas, o Instituto Mamirauá propõe 41 medidas para proteger ribeirinhos e a biodiversidade, apresentando recomendações a autoridades.

O Instituto Mamirauá, preocupado com os efeitos da estiagem no Amazonas, enviou um documento com 41 medidas a autoridades estaduais e federais. O objetivo é subsidiar decisões e políticas públicas que visem à prevenção e adaptação climática na região.
A estiagem no Amazonas, agravada pelo fenômeno El Niño, tem causado sérios problemas desde 2023. Durante os anos de 2023 e 2024, as secas extremas resultaram em rios intransitáveis, isolamento de comunidades e comprometimento do acesso à água potável, prejudicando a pesca e a agricultura, além de afetar serviços essenciais como escolas.
O cenário de 2026 se apresenta como mais um desafio, com a possibilidade de novas estiagens severas. Em resposta, uma equipe de pesquisadores e extensionistas do Instituto Mamirauá elaborou recomendações para evitar o isolamento das comunidades e garantir o acesso à água, saúde e segurança alimentar, além de ações de conservação da biodiversidade.
O instituto, que é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e tem sede em Tefé (AM), está comprometido em desenvolver novas estratégias para monitorar e reduzir os impactos das estiagens. Ayan Fleischmann, pesquisador titular, destaca a importância de agir antes que os níveis dos rios atinjam pontos críticos, utilizando o conhecimento das comunidades locais para planejar respostas eficientes.
Entre as recomendações estão o fortalecimento do monitoramento dos rios, a prevenção de incêndios e o apoio aos produtores afetados pela estiagem. Dávila Corrêa, diretora de Manejo e Desenvolvimento Social do Instituto, ressalta que as famílias dependem do ciclo das águas e que as estratégias de adaptação devem considerar a sustentabilidade econômica e os modos de vida das comunidades. O documento também destaca a importância da participação comunitária na formulação de soluções para enfrentar os desafios climáticos.
Fonte: Portal Amazônia