Instituto Zwanga transforma a vida de mulheres no Amapá através da moda afro-amazônica
O Instituto Zwanga Impacto Social, fundado por Rejane Soares, capacita mulheres negras e periféricas no Amapá, promovendo a geração de renda e o fortalecimento da autoestima.

O Instituto Zwanga Impacto Social, idealizado por Rejane Soares, tem como objetivo principal oferecer qualificação e oportunidades para mulheres negras e periféricas no estado do Amapá. Desde a sua fundação em 2013, a instituição tem se dedicado a fortalecer pequenos negócios dentro das comunidades, especialmente em áreas quilombolas e ribeirinhas da Amazônia.
A metodologia do Instituto é inovadora, pois não espera que as mulheres busquem oportunidades em centros urbanos. Em vez disso, a equipe do Zwanga vai até os territórios para oferecer formações em diversas atividades, como corte e costura, tranças, maquiagem e biojoias, possibilitando que as participantes transformem essas habilidades em fontes de renda.
Rejane ressalta que o Instituto não se limita a fornecer certificados que acabam esquecidos. “Elas recebem ferramentas para trabalhar e isso garante a continuidade do que aprenderam”, afirma. Com parcerias estabelecidas com várias organizações, o Instituto tem buscado a colaboração do Sebrae para ampliar sua atuação e fortalecer projetos sociais que visam enfrentar desigualdades raciais e promover um modelo de negócio com impacto social.
A trajetória de Rejane é marcada por uma forte conexão com a coletividade. Crescendo em uma família de seis mulheres negras, ela sempre se dedicou a cuidar e apoiar outras mulheres. Ao perceber as dificuldades enfrentadas por outras empreendedoras, decidiu que poderia contribuir para o crescimento delas. “Venho dessa relação de afeto feminino coletivo”, explica Rejane, enfatizando a importância de criar uma rede de apoio.
Com a formação oferecida, cerca de 70% das mais de 360 mulheres capacitadas pelo Instituto conseguiram abrir seus próprios negócios. A transformação não se limita à economia; é também sobre resgatar a identidade e a autoestima das mulheres, que enfrentam barreiras devido ao racismo e à desigualdade. “Autoestima e identidade resgatadas são gente preta sendo parte real da economia”, conclui Rejane, destacando a importância do empoderamento feminino no contexto da economia local.
Fonte: Portal Amazônia