IPAM Lança RedeAr para Monitorar Qualidade do Ar no Brasil
O IPAM lançou a RedeAr, uma plataforma que fornece dados em tempo real sobre a qualidade do ar, visando proteger comunidades tradicionais da Amazônia.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) anunciou o lançamento da RedeAr, uma nova plataforma que tem como objetivo aumentar o monitoramento da qualidade do ar no Brasil. Esta iniciativa é especialmente importante para as comunidades tradicionais que vivem em regiões vulneráveis.
No dia 5 de setembro de 2024, foi registrado que a poluição do trânsito em São Paulo resultou em uma concentração de poluentes de 31,87 microgramas por m³, um nível que é duas vezes superior ao que é considerado seguro. Enquanto isso, na terra indígena Parque do Aripuanã, em Vilhena (RO), a situação era ainda mais alarmante, com uma nuvem de fumaça resultando em uma concentração de 197,32 microgramas por m³, treze vezes acima do recomendado, devido a queimadas e incêndios florestais.
A RedeAr utiliza um sensor nacional que foi desenvolvido para ser mais barato, resistente e adaptado ao clima tropical. Além de medir a concentração de partículas no ar, o sensor também captura dados sobre temperatura, pressão e umidade, proporcionando um panorama mais completo da qualidade do ar. O material particulado fino, como o PM 2.5, está associado a cerca de 4,2 milhões de mortes anuais no mundo, além de provocar diversas doenças graves.
Filipe Arruda, pesquisador do IPAM e idealizador da RedeAr, destacou a preocupação com as comunidades que menos contribuem para o desmatamento. “As pessoas que menos desmatam no Brasil podem estar respirando o pior ar do país”, comentou, ressaltando a falta de dados sobre poluição nas áreas onde essas populações vivem.
Atualmente, o projeto conta com 93 sensores instalados em 13 estados, cobrindo todos os da Amazônia Legal e partes do Cerrado e do Pantanal. A expectativa é que a RedeAr se expanda por todo o Brasil, fornecendo informações valiosas que podem influenciar políticas públicas de saúde e meio ambiente, além de aumentar a conscientização sobre os impactos das queimadas.
Fonte: Portal Amazônia