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Izabella Camargo fala sobre rejeição na Globo após reintegração judicial

A jornalista Izabella Camargo compartilha sua experiência de rejeição na Globo após retornar por ordem judicial, revelando os desafios enfrentados.

Marina Ribeiro2 min de leituraIzabella Camargo, Globo, Burnout
Izabella Camargo fala sobre rejeição na Globo após reintegração judicial
Foto: Izabella Camargo revelou que foi rejeitada na Globo ao retornar à emissora por decisão judicial (Imagem: TV Globo/Reprodução)

Izabella Camargo, jornalista e ex-apresentadora da Globo, discutiu sua volta à emissora após uma decisão judicial que determinou sua reintegração. Em novembro de 2018, ela foi demitida após um afastamento médico devido à síndrome de Burnout, uma condição pouco debatida na época, que resulta do esgotamento físico e mental.

Em uma entrevista à coluna de Flávio Ricco na LéoDiasTV, Izabella relembrou o momento de seu desligamento, que aconteceu logo após seu retorno da licença médica. A Globo, por meio de sua assessoria, havia declarado que a demissão não estava relacionada às razões que levaram a jornalista a se afastar, mas a situação foi para os tribunais e, em 2019, ela foi recontratada.

No entanto, o retorno à emissora não foi acolhedor. Izabella revelou que, ao voltar, teve que usar a escada de emergência e percebeu que seus colegas a evitavam nos corredores. “Eu representava uma pessoa que estava falando sobre a cultura do Brasil, representada por aquela empresa”, comentou a jornalista, refletindo sobre o impacto de sua situação no ambiente de trabalho.

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Além da rejeição, a jornalista afirmou que, ao ser reintegrada, sua posição na Globo era inferior àquela que ocupava anteriormente. Isso, segundo ela, contribuiu para o retorno de problemas de saúde, levando-a a pedir demissão novamente. Em 2018, ela apresentava os telejornais Hora Um e Bom Dia Brasil, e um episódio marcante ocorreu quando, ao vivo, esqueceu a capital do Paraná, situação que ela descreveu como um “apagão”.

Os efeitos do estresse e da pressão enfrentados por Izabella se estenderam por anos. “Na iminência de atrasar um minuto, mesmo que não seja ao vivo, eu já começo a transpirar”, revelou, destacando como a experiência a deixou com uma sensação constante de ameaça ao se aproximar de compromissos. Essa vivência ressalta a importância de discutir a saúde mental no ambiente de trabalho, especialmente em profissões de alta pressão como o jornalismo.

Fonte: Amazonas Atual

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