Jean Wyllys critica procuradora de Macaé por declarações contra nordestinos e artistas
Jean Wyllys critica procuradora de Macaé, Renata Pimentel Ribeiro, por declarações contra nordestinos, mineiros, artistas e beneficiários de políticas públicas.

O professor universitário, ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro e filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), Jean Wyllys, usou suas redes sociais para repercutir e criticar duramente as declarações feitas pela procuradora da Prefeitura de Macaé (RJ), Renata Pimentel Ribeiro.
Em uma publicação em seu perfil, a procuradora municipal expressou opiniões preconceituosas contra diversos grupos sociais, aconselhando empresários a não contraírem trabalhadores específicos e atacando beneficiários de políticas públicas. Renata Pimentel Ribeiro afirmou ser uma autoridade pública municipal e declarou que não faria mais políticas públicas voltadas a apoiadores do PT.
Em tom ostensivo, a procuradora incentivou a discriminação no mercado de trabalho e dirigiu ofensas a nordestinos, mineiros e artistas: "Aconselho a todos os empresários, microempresários a não contratarem artistas, pobres nordestinos e mineiros. Aliás, mineiros saem de Macaé! Já basta o Espírito Santo que vocês invadem feito tralha", escreveu a procuradora.
Ribeiro também fez críticas ofensivas aos programas de assistência social e transferência de renda, referindo-se a eles de forma pejorativa e afirmando que "o povo do Nordeste vai continuar sendo servido pela gente porque não vale nada e passando fome, pegando água de bica".
Ao reagir às falas da procuradora, Jean Wyllys classificou o episódio como uma demonstração ostensiva do fascismo e da extrema-direita no Brasil. O ex-parlamentar argumentou que esse tipo de discurso reflete preconceitos históricos, alimentados por setores da mídia e impulsionados pelas plataformas digitais. "Eis o bolsonarismo (a expressão brasileira do fascismo; a extrema direita em sua versão brasileira) sem qualquer disfarce! Imaginar que convivemos com milhões desses monstros (e os monstros são todos humanos; não há demônio que não seja humano!) é assustador!", publicou Wyllys.
O ex-deputado relacionou o tom das declarações a processos históricos de discriminação de classe e raça, apontando a responsabilidade de meios de comunicação e das corporações de tecnologia no acirramento desse cenário: "O ódio de quase 60 milhões de brasileiros contra Lula e contra nós de esquerda especialmente contra nós os pretos e mestiços nordestinos é resultado da colonização e dos 300 anos de escravidão, mas TAMBÉM da atuação da mídia hereditária oligárquica e de direita que pertence às velhas famílias escravagistas, grileiras, assassinas de indígenas e parasitas do erário. As big techs e suas mídias sociais só tornaram o veneno dessa gente mais letal e capaz de produzir monstros com maior velocidade", completou.
Fonte: D24AM