Jornalista relata experiência angustiante com motorista bolsonarista
Amanda Monteiro compartilha nas redes sociais um diálogo tenso com um motorista de aplicativo sobre teorias conspiratórias, que a deixou em estado de pânico.

A jornalista e assessora de comunicação sindical, Amanda Monteiro, utilizou suas redes sociais para relatar uma experiência desconcertante que viveu durante uma corrida de aplicativo em São Paulo. Em sua postagem, ela expõe um diálogo com um motorista que, sob a alegação de esclarecer a diferença entre direita e esquerda, disparou uma série de teorias conspiratórias sem qualquer fundamento.
A conversa começou quando o motorista questionou se Amanda tinha conhecimento sobre política. Ao ouvir a resposta negativa, ele iniciou um longo monólogo, onde afirmou ter acesso a informações privilegiadas, alegando que as pandemias, incluindo a Covid-19, seriam parte de um plano global para eliminar 70% da população mundial, supostamente para evitar uma crise alimentar.
O motorista não parou por aí e rapidamente desviou a conversa para temas religiosos e criminais. Segundo ele, o Palácio do Planalto teria passado por um processo de purificação espiritual em gestões anteriores, mas o presidente Lula teria contratado umbandistas para realizar uma consagração que, segundo suas palavras, seria para as trevas. Além disso, ele fez insinuações de que a presidência estaria conectada a facções criminosas e ao narcotráfico internacional, afirmando que o Brasil se tornara o maior exportador de drogas do mundo.
Apesar de sua formação e experiência como comunicadora, Amanda decidiu não confrontar o motorista durante a viagem. Em seu desabafo, ela explicou que sua escolha de permanecer em silêncio não foi por falta de argumentos, mas sim por se sentir em situação de risco. "É óbvio que eu não falei nada porque me senti numa situação de insegurança. Eu estava numa rodovia, numa viagem longa, não tinha para onde escapar", afirmou.
A jornalista ressaltou que o medo de reações violentas, especialmente considerando as estatísticas alarmantes de feminicídio e o clima de radicalização política no país, superou sua vontade de debater as desinformações. "Por mais que eu tivesse N argumentos, o medo foi absurdo", confessou. A experiência de Amanda serve como um alerta sobre os riscos enfrentados por mulheres em situações de vulnerabilidade.
Fonte: D24AM