Jurista sul-africana Navi Pillay conquista o Prêmio Nobel da Paz 2026
Navi Pillay, jurista de 85 anos, é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, reconhecida por sua defesa dos direitos humanos e do direito internacional.

A jurista sul-africana Navanethem Navi Pillay, de 85 anos, foi anunciada nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, como a laureada com o Prêmio Nobel da Paz. O Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo, elogiou a coragem e a integridade excepcionais de Pillay em sua luta pela defesa do direito internacional e dos direitos humanos.
Com uma carreira que se estende por cinco décadas, Pillay se torna a 21ª mulher a receber o Nobel da Paz entre 144 premiados na história. Além da medalha, ela receberá 12 milhões de coroas suecas, o que equivale a cerca de R$ 6 milhões.
Nascida em Durban, na África do Sul, durante o regime de segregação racial, Pillay superou a discriminação para se tornar uma figura proeminente no campo do direito. Na década de 1970, ela defendeu presos políticos e garantiu que Nelson Mandela tivesse acesso a advogados quando estava encarcerado, sendo posteriormente nomeada por Mandela como a primeira mulher não branca a integrar a Suprema Corte da África do Sul.
Pillay também presidiu o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, onde estabeleceu um marco ao classificar o estupro como crime de guerra. Além disso, atuou como juíza no Tribunal Penal Internacional (TPI) e na Corte Internacional de Justiça (CIJ), e foi Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014. Recentemente, ela presidiu uma comissão que concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza.
O presidente do comitê norueguês, Jørgen Watne Frydnes, afirmou que a concessão do prêmio é uma mensagem aos que atacam e enfraquecem o sistema internacional. A declaração foi interpretada como um recado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem criticado organismos multilaterais. Enquanto figuras como António Guterres, secretário-geral da ONU, celebraram a escolha, governos como o de Israel e o de Trump expressaram críticas, alegando que o comitê incita o ódio contra Israel.
Fonte: D24AM