Justiça de Mato Grosso segue com processo sobre furto de bilhete da Mega-Sena
O STJ manteve a responsabilidade do TJ-MT no caso do bilhete furtado da Mega-Sena, ocorrido em 2023, em Sinop. O casal acusado de roubo enfrenta denúncias do MP-MT.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) seguirá responsável pelo processo que investiga o suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena. O incidente ocorreu em agosto de 2023, na cidade de Sinop, localizada a aproximadamente 480 quilômetros de Cuiabá.
A decisão foi tomada pelo ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, que negou um recurso ordinário apresentado pela defesa de Clarice Simon Picoli e Cladecir Jose Picoli. Eles buscavam transferir o julgamento para a Justiça Federal, mas o STJ considerou que o caso deve permanecer na jurisdição estadual.
O sorteio da Mega-Sena em questão aconteceu no dia 12 de agosto de 2023, e o prêmio total de mais de R$ 116,2 milhões foi dividido entre quatro apostas vencedoras, sendo duas delas feitas na mesma casa lotérica em Sinop. Cada ganhador recebeu aproximadamente R$ 29 milhões, o que elevou a atenção em torno do bilhete em disputa.
De acordo com a decisão do ministro, a baixa probabilidade de haver duas apostas vencedoras em um único local levantou suspeitas. Clarice, funcionária da lotérica, atendeu uma cliente e imprimiu um bilhete com defeito, que foi guardado no cofre do estabelecimento. Dois dias depois, câmeras de segurança mostraram Clarice retirando o bilhete com erro do cofre e, posteriormente, deixou a lotérica.
Após o furto, os proprietários da lotérica analisaram as gravações e confirmaram o crime. O Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) ofereceu denúncia contra o casal, acusando-os de furto qualificado. A defesa argumentou que o prêmio seria pago pela Caixa Econômica Federal, mas o ministro Ribeiro Dantas afirmou que o verdadeiro prejuízo era da casa lotérica e que o bilhete premiado pertencia a ela no momento do delito.
Fonte: Amazonas Atual