Justiça Federal Revoga Prisão de Policial Envolvido em Operação de Ouro
A Justiça do Amazonas revogou a prisão de Luciano Grangeiro, preso na Operação Piloto de Fuga. A decisão foi baseada em álibis que fragilizaram as acusações contra ele.

MANAUS - A Justiça Federal do Amazonas decidiu, nesta terça-feira (7), revogar a prisão preventiva do investigador da Polícia Civil, Luciano de Souza Grangeiro. Ele estava detido desde o dia 9 de junho como parte da Operação Piloto de Fuga, uma ação que envolve a Polícia Federal e o Ministério Público do Amazonas (MPAM).
O juiz Thadeu José Piragibe Afonso, da 2ª Vara Federal, analisou a decisão e considerou que os álibis apresentados pela defesa de Grangeiro enfraqueceram as evidências que o implicavam. Essa fragilização dos indícios fez com que a investigação se tornasse mais complexa, o que levou o magistrado a concluir que a manutenção da prisão por tempo indeterminado não era justificável.
No texto da decisão, o juiz enfatizou que a demora no processo não poderia ser atribuída à defesa. Ele destacou que a colaboração de Grangeiro, ao apresentar provas que diminuíram os indícios contra ele, deveria ser considerada. “A complexidade do caso... não pode servir de pretexto para a manutenção sine die da custódia cautelar”, disse o magistrado.
A defesa de Grangeiro, representada pelos advogados Davi Martins da Silva Junior e Pedro Paulo Sousa Lira, expressou confiança de que a Justiça reconheceria a consistência dos argumentos apresentados. Eles acreditam que, ao final do inquérito, a inocência de Grangeiro será comprovada.
Luciano Grangeiro foi identificado pela Polícia Federal como o motorista da viatura utilizada durante o roubo de uma carga de ouro em Manaus. Essa operação é um desdobramento de investigações que começaram após a apreensão de um carregamento avaliado em milhões de reais no dia 30 de outubro de 2025, quando outros três policiais foram detidos em flagrante. O MPAM continua a aprofundar as investigações para apurar a participação de agentes públicos no esquema e identificar outros envolvidos.
Fonte: Amazonas Atual