Legado de Severiano Mário Porto é preservado no Amazonas pela Ufam
A Ufam, em parceria com a UFRJ, digitaliza e divulga as obras do arquiteto Severiano Mário Porto, contribuindo para a preservação da memória arquitetônica na Amazônia.

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) está à frente de um projeto de digitalização e divulgação das obras do arquiteto Severiano Mário Vieira de Magalhães Porto, conhecido como o "arquiteto da floresta". Esta iniciativa é realizada em colaboração com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde Porto se formou na década de 1950.
Severiano Porto, que viveu entre 1930 e 2020, deixou um legado significativo na Ufam, que ocupa um campus cercado por cerca de 700 hectares de flora e fauna nativas. Seus edifícios, construídos entre as décadas de 1970 e 1980, são parte integrante da paisagem da antiga Universidade do Amazonas, e são reconhecidos como a representação arquitetônica mais emblemática da instituição.
Porto foi responsável por elaborar o plano diretor e o projeto original do campus da Ufam, localizado na maior área de floresta urbana do Brasil. Seu trabalho inclui obras notáveis, como o projeto do Basa, que sofreu um incêndio em 3 de setembro, destacando ainda mais a necessidade de preservar esse patrimônio arquitetônico.
Desde 2016, o Núcleo Arquitetura Moderna na Amazônia (Nama), coordenado pelo professor Marcos Cereto, tem se empenhado na criação de um acervo digital das obras de Porto. O objetivo é garantir que seu legado intelectual permaneça acessível, mesmo diante da degradação física das estruturas ao longo do tempo.
A Ufam e a UFRJ estão trabalhando para unificar e padronizar o catalogamento das obras, facilitando o acesso para pesquisadores. Além disso, a visibilidade internacional das obras de Severiano Porto foi ampliada com exposições em Paris e a candidatura para o Global Award for Sustainable Architecture, consolidando ainda mais sua importância no cenário arquitetônico mundial.
Fonte: Portal Amazônia