Lente de Contato Inovadora Promete Tratar Depressão sem Medicamentos
Uma lente de contato bioeletrônica desenvolvida na Coreia do Sul pode tratar depressão estimulando áreas do cérebro ligadas ao humor, sem uso de remédios.

Nos Estados Unidos, um estudo inovador revelou que uma simples lente de contato pode se transformar em uma ferramenta valiosa para a saúde mental. Pesquisadores da Coreia do Sul apresentaram uma lente de contato bioeletrônica que tem a capacidade de estimular partes do cérebro responsáveis pelo humor, eliminando a necessidade de medicamentos, cirurgias ou implantes.
A pesquisa, liderada por Wonjung Park e seus colaboradores, foi publicada na revista científica Cell Reports Physical Science em maio de 2026. O que torna essa tecnologia especial é a forma como ela utiliza a conexão natural entre os olhos e o cérebro, uma abordagem que até agora não havia sido considerada para o tratamento da depressão.
A retina, que é composta por tecido nervoso localizado no fundo do olho, está diretamente ligada a áreas cerebrais que controlam emoções, memória e comportamento. A lente de contato utiliza uma técnica chamada interferência temporal, que envia sinais elétricos leves e seguros pela retina, ativando neurônios que ajudam a regular o humor, tudo isso sem causar dor e sem interferir na visão.
Para avaliar a eficácia da tecnologia, os cientistas induziram sintomas depressivos em camundongos utilizando um hormônio relacionado ao estresse. Os animais foram divididos em quatro grupos: um grupo saudável, um grupo sem tratamento, um grupo que usou as lentes e um grupo tratado com fluoxetina, um antidepressivo conhecido. Após três semanas de testes, os resultados mostraram que os camundongos que utilizaram a lente se tornaram mais ativos e apresentaram menos comportamentos de desânimo.
Os exames biológicos revelaram melhorias significativas, como um aumento de 47% na serotonina e uma redução de 48% nos níveis de estresse. Embora os resultados sejam promissores, é importante ressaltar que os testes foram realizados apenas em animais. Os pesquisadores planejam desenvolver uma versão sem fio da lente e realizar novos testes em animais maiores antes de considerar a aplicação em humanos. Futuramente, a tecnologia poderá ser útil também em casos de ansiedade, dependência química e outros transtornos.
Fonte: D24AM