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Líder de esquema financeiro no Amazonas é condenado a quase 24 anos por lavagem de dinheiro

A Justiça Federal condenou um homem a 23 anos e 10 meses por lavagem de dinheiro, envolvendo R$ 156 milhões. Outras duas pessoas também foram responsabilizadas no esquema.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituralavagem de dinheiro, esquema Ponzi, Justiça Federal
Líder de esquema financeiro no Amazonas é condenado a quase 24 anos por lavagem de dinheiro
Foto: (Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)

Manaus - A Justiça Federal atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e condenou um homem a 23 anos e 10 meses de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro. Essa decisão também impactou outras duas pessoas que participaram de manobras de ocultação patrimonial, que movimentaram pelo menos R$ 156 milhões entre os anos de 2019 e 2022, envolvendo indivíduos de diferentes estados, como Amazonas, Pará, Rio Grande do Norte e Roraima.

As investigações no Amazonas foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF, em colaboração com a Delegacia de Crimes Financeiros da Polícia Federal. A apuração revelou que a organização criminosa operava através das empresas Grupo Lótus e Amazon Pagamentos Bank Ltda, que atuavam na captação irregular de recursos financeiros sem a autorização do Banco Central do Brasil ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com os levantamentos realizados, o esquema fraudulento consistia na cooptação de vítimas, principalmente servidores públicos estaduais e federais, para a contratação de empréstimos consignados de alto valor. Todo o montante arrecadado era transferido para contas ligadas ao Grupo Lótus e ao Amazon Bank, onde os suspeitos prometiam quitar as parcelas dos financiamentos e oferecer retornos financeiros sobre o capital investido.

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Para dar uma aparência de legitimidade ao esquema, os envolvidos alegavam que os lucros eram gerados por aplicações em criptomoedas, no mercado Forex, em opções binárias (como a IQ Option) e em operações de alta frequência (HFT). Laudos periciais e análises detalhadas confirmaram que a operação se configurava como um típico Esquema Ponzi, que dependia do contínuo ingresso de novos investidores para manter os rendimentos dos clientes antigos, um modelo financeiramente insustentável.

Além disso, o réu utilizava empresas de fachada e a interposição de laranjas para registrar ativos de alto valor, como veículos importados e lanchas, em nome de terceiros. Essa estratégia visava ocultar a origem ilícita do capital obtido por meio das fraudes, permitindo que os envolvidos mantivessem um padrão de vida luxuoso, custeado pelos prejuízos das vítimas. Para dois dos réus, as possibilidades de recurso foram esgotadas, pois o processo transitou em julgado, enquanto a defesa do réu com a maior pena ainda aguarda a análise de um recurso de apelação no Tribunal Superior.

Fonte: D24AM

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