Lula assina ordem de serviço para o reasfaltamento da BR-319
O presidente Lula anunciou o início das obras na BR-319, com um investimento de R$ 381,4 milhões. A medida visa melhorar a trafegabilidade entre Manaus e Porto Velho.

MANAUS — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que “a BR-319 vai sair” ao assinar a primeira ordem de serviço para o reasfaltamento do trecho conhecido como "Trecho do Meio" da rodovia que conecta Manaus a Porto Velho (RO). A cerimônia ocorreu na quarta-feira (27) no Estaleiro Juruá, localizado em Iranduba, na região metropolitana de Manaus.
Nesta fase inicial, o governo federal destinará um total de R$ 381,4 milhões para a repavimentação e o resfaltamento de 52 quilômetros da rodovia. Deste valor, R$ 362 milhões serão usados para melhorias no Lote 4 do Trecho do Meio, enquanto R$ 19,4 milhões serão investidos na substituição de pontes de madeira por novas passagens de concreto nos igarapés Santo Antônio, Realidade e Fortaleza.
O trecho que receberá as obras vai do quilômetro 198 ao 250 da BR-319, conhecido como "trecho C" ou "lote Charles". Este segmento é considerado um dos mais críticos da rodovia, devido às suas condições precárias de trafegabilidade, que dificultam o transporte e a logística na região.
De acordo com o ministro dos Transportes, George Santoro, outras três ordens de serviço estão programadas para serem assinadas até o final de junho, totalizando um investimento de R$ 1,5 bilhão na rodovia. “Essa é uma rodovia que vai garantir a conexão pavimentada de Manaus com o restante da malha rodoviária nacional, promovendo a integração do país”, disse o ministro.
O governo também anunciou a implementação de um modelo de controle ambiental e fiscalização contínua ao longo da rodovia. O projeto inclui um sistema de monitoramento ambiental em uma área de cerca de 100 mil quilômetros quadrados e a instalação de três portais de fiscalização, além de uma sede multiagência em Humaitá, que contará com a presença de representantes do Ibama, ICMBio, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Funai e Polícia Federal (PF) para atuar como centro de monitoramento ambiental.
Fonte: Amazonas Atual