Mãe e Irmão de Djidja Cardoso Recebem 10 Anos de Prisão por Tráfico
Cleusimar Cardoso e Ademar Farias foram condenados por tráfico de drogas após investigações relacionadas à morte de Djidja, ex-sinhazinha do Boi Garantido.

MANAUS – A juíza Roseane do Vale Cavalcante Jacinto, da 3ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes, condenou Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, a 10 anos e 11 meses de prisão em regime fechado por tráfico de drogas. A sentença também inclui outros condenados, como a ex-gerente do salão de beleza Verônica da Costa Seixas, que recebeu 10 anos de reclusão, e o veterinário José Máximo Silva de Oliveira, com pena de 10 anos e 4 meses.
Além destes, o personal trainer Hatus Moraes Silveira foi condenado a 10 anos e 5 meses, e Bruno Roberto da Silva Lima, ex-namorado de Djidja, a 8 anos e 6 meses. A sentença foi proferida após a Operação Mandrágora, que investigou um esquema de distribuição ilegal de cetamina, substância envolvida na morte de Djidja, em maio de 2024. O caso foi desencadeado pela investigação da Polícia Civil do Amazonas após a morte da artista.
Os laudos periciais indicaram que a causa do falecimento foi um edema cerebral e depressão dos centros cardiorrespiratórios, resultado de uma overdose de cetamina. A decisão da juíza foi proferida 10 meses após a anulação do julgamento anterior, que ocorreu por uma falha procedimental reconhecida pelo Ministério Público. Importante ressaltar que a responsabilidade criminal pela morte de Djidja está sendo apurada em um processo separado.
A juíza destacou que Cleusimar exercia uma posição de liderança na associação criminosa, coordenando a obtenção da droga. “Ela não era uma simples integrante, mas o vértice da organização”, afirmou a juíza, citando o investigador responsável pelo caso. Cleusimar, conforme a sentença, utilizava a filosofia “Pai, Mãe, Vida” para justificar o uso da droga e manter os participantes da associação unidos, o que reforça a gravidade de sua atuação criminosa.
O julgamento também considerou a participação de Ademar como o braço executivo da estrutura criminosa, atuando em conjunto com a mãe. A juíza concluiu que ambos compartilhavam o mesmo propósito de garantir a aquisição e distribuição contínua da cetamina. Enquanto Cleusimar e Ademar permanecerão presos, Verônica conseguiu o direito de recorrer em liberdade, sob monitoramento eletrônico. A juíza negou o benefício do tráfico privilegiado, afirmando que os condenados pertenciam a uma organização criminosa, e absolveu três réus por insuficiência de provas.
Fonte: Amazonas Atual