Manaus aumenta radares, mas mortes no trânsito continuam em alta
Apesar da ampliação da fiscalização eletrônica em 2026, Manaus registrou um aumento nas mortes no trânsito. Entre janeiro e julho, 147 pessoas perderam a vida em acidentes.

A cidade de Manaus ampliou a fiscalização eletrônica nas ruas ao longo de 2026, mas os dados de acidentes de trânsito não mostram uma melhora. Entre janeiro e julho deste ano, 147 pessoas morreram em sinistros de trânsito, um aumento de três mortes em relação ao mesmo período do ano anterior, que registrou 144 fatalidades.
O número de mortes decorrentes de quedas de motocicleta, especificamente, subiu 44,4%. Segundo informações do Observatório Nacional de Segurança Viária no Amazonas, a elevação geral nas mortes é de 2,08%. O mês de julho, por exemplo, terminou com 21 mortes, um a mais do que os 20 óbitos registrados em julho de 2025.
A ampliação da fiscalização com a instalação de radares ocorre em um contexto preocupante. Em fevereiro, 34 novos equipamentos começaram a operar em vias estratégicas para monitorar a velocidade e o avanço de sinais vermelhos. Posteriormente, em 13 de julho, mais 17 radares foram ativados em locais de grande circulação nas zonas norte, sul, leste e oeste da cidade.
A Prefeitura de Manaus defende que esses dispositivos têm um papel fundamental na prevenção de acidentes, argumentando que a fiscalização eletrônica pode salvar vidas ao incentivar motoristas a respeitar as leis de trânsito. Entretanto, os dados atuais levantam uma questão crucial: será que a implementação dos radares está, de fato, resultando em uma diminuição das mortes no trânsito?
O professor Mário Ricardo, especialista em Engenharia e representante do Observatório, ressalta que a segurança viária deve ir além da mera fiscalização. Ele defende que é essencial identificar riscos antes que os acidentes aconteçam e agir de forma preventiva. Além disso, ele sugere a criação de um Fórum de Debates sobre Mobilidade Urbana para unir esforços entre o poder público, especialistas e a sociedade civil na busca por soluções mais eficazes.
Fonte: D24AM