Manaus enfrenta escassez de árvores e sombra em meio ao calor intenso
A capital amazonense tem um dos piores índices de áreas arborizadas do Brasil, com 55,07% da população vivendo em ruas sem árvores. Recentemente, moradores se mostraram indignados com a derrubada de árvores no Parque das Araras.

A cidade de Manaus, conhecida por sua beleza, enfrenta um problema sério em relação à arborização urbana, especialmente no que diz respeito à proteção contra o sol intenso. Um exemplo claro pode ser observado ao comparar a Avenida Djalma Batista, onde os ipês atraem olhares, mas não oferecem sombra, com a Avenida Getúlio Vargas, onde as copas dos oitis proporcionam um alívio significativo do calor.
A escolha de árvores apenas pela estética tem contribuído para o aumento das temperaturas na cidade. Segundo o IBGE, dados do Censo 2022 revelaram que 55,07% da população de Manaus reside em ruas desprovidas de árvores, colocando a capital entre os piores índices do Brasil neste aspecto.
A falta de áreas verdes não só prejudica a qualidade de vida, mas também dificulta atividades de lazer e o deslocamento a pé ou de bicicleta, visto que 99,1% da população não tem ciclovias próximas a suas residências. Essa realidade se agrava ainda mais com a remoção das poucas árvores existentes, que são essenciais para a climatização da cidade.
Recentemente, moradores do Parque das Araras, localizado na Praça 14, expressaram sua indignação após a prefeitura realizar a derrubada de árvores na área. A ação surpreendeu a comunidade, que não obteve explicações sobre a destruição das plantas que ofereciam sombra e serviam de abrigo para aves locais.
Esse incidente levanta a necessidade urgente de uma reflexão coletiva sobre a importância da arborização em Manaus. A preservação e o planejamento adequado das áreas verdes são fundamentais para garantir um ambiente mais saudável e agradável para todos os habitantes da capital amazonense.
Fonte: D24AM