Mangará promove arte e educação em escolas públicas e indígenas de Manaus
Entre 18 e 31 de julho, o projeto Mangará realiza ações em escolas, unindo arte e educação com apresentações e oficinas criativas.

A intervenção performática conhecida como Mangará inicia, entre os dias 18 e 31 de julho, sua circulação por escolas públicas e iniciativas educacionais indígenas de Manaus. O projeto, idealizado pela artista Tainá Andes, egressa da Universidade de Estado do Amazonas (UEA) e estudante de mestrado em dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), visa promover um diálogo criativo entre artistas e estudantes.
O principal objetivo desta ação é promover encontros que incentivem a reflexão sobre temas como território, ancestralidade, natureza e memória. Esta nova etapa da intervenção ocorre após a participação do grupo no Congresso UFBA 80 Anos, realizado em Salvador (BA) entre os dias 6 e 10 de julho, onde o Mangará fez parte da programação curada pela Escola de Dança.
As atividades fazem parte de um projeto apoiado pelo Edital nº 09/2025/FEC da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC/AM) e do Governo Federal, através da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). A primeira ação da circulação está marcada para o dia 18 de julho, às 8h, na Casa de Conhecimento Ancestral Jofo Nimairama, um projeto educacional do Instituto Witoto, coordenado pelas lideranças indígenas Vanda e Erika Witoto.
No total, o espaço atende cerca de 75 crianças e adolescentes de diversas etnias, incluindo Kanamari, Mura, Tikuna e Baré. Outra apresentação acontecerá no dia 25 de julho, também às 8h, no Centro Cultural Uka Mbuesara Wakenai Anumarehit, coordenado pela educadora Cláudia Baré, com a participação de 30 estudantes de etnias como Baré, Baniwa e Kokama.
A intervenção culminará nos dias 30 e 31 de julho, na Escola Estadual Cacilda Braule Pinto, no bairro Coroado, para estudantes do 7º e 8º anos. A oficina Confluência Criativa promoverá experiências coletivas que aproximam os alunos dos processos de criação artística, incentivando uma nova forma de expressão e percepção do mundo.
Fonte: D24AM