Marcola será julgado por morte de policial em 2006 em São Paulo
O líder do PCC, Marcola, irá a júri popular em maio de 2027 por sua suposta participação na morte de um policial em Jundiaí, São Paulo, durante os Crimes de Maio.

O líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, foi convocado para um júri popular que ocorrerá em maio de 2027. Ele é suspeito de ter ordenado a morte de um policial militar em Jundiaí, interior de São Paulo, um crime que remonta ao ano de 2006.
A morte do policial militar Nélson Pinto aconteceu no contexto de uma série de ataques contra agentes de segurança, que ficaram conhecidos como os Crimes de Maio. Além do homicídio, Marcola enfrentará também uma acusação de tentativa de homicídio contra outro policial, Marcelo Henrique dos Santos, que sobreviveu aos disparos.
O julgamento será realizado no 1º Tribunal do Júri, localizado no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. A acusação, apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), aponta que Marcola e seu comparsa, Júlio César Guedes de Moraes, conhecido como Julinho Carambola, teriam dado ordens para que integrantes do PCC atacassem policiais civis e militares a partir de 12 de maio de 2006.
Os ataques de maio de 2006 representam uma das maiores ofensivas do PCC contra as forças de segurança no estado de São Paulo, desencadeados após a implementação de medidas de segurança no sistema penitenciário, como a transferência de presos para unidades de segurança máxima. A acusação sustenta que as ordens para os ataques foram repassadas diretamente da liderança da organização criminosa aos membros ativos em Jundiaí.
A defesa de Marcola refuta as acusações, afirmando que ele não é responsável pelos crimes que lhe são atribuídos. Os advogados do líder do PCC informaram que apresentarão seus argumentos durante o julgamento. Além de Marcola, outros cinco réus também enfrentarão o júri no 1º Tribunal do Júri da capital paulista, onde ele será considerado acusado até que uma decisão judicial final seja proferida.
Fonte: D24AM