Marina Silva defende adesão voluntária aos Mapas do Caminho do Brasil
A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, explicou que os Mapas do Caminho apresentados pelo Brasil são contribuições voluntárias para a COP31.

SÃO PAULO – A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, declarou nesta terça-feira (3) que os Mapas do Caminho não são um instrumento de negociação obrigatória para a COP31 (31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), que se inicia na próxima sexta-feira (6) em Antália, na Turquia.
Durante um evento realizado em Brasília, Marina detalhou que os documentos apresentados são contribuições do Brasil que podem ser adotadas de forma voluntária pelos países participantes. As iniciativas abrangem dois compromissos essenciais: a transição para fontes de energia que não sejam combustíveis fósseis e a redução do desmatamento.
“Isso aqui não é um novo caminho, é uma nova maneira de caminhar, com os passos que são necessários para que tenhamos novas trajetórias tecnológicas”, enfatizou Marina, mencionando a Noruega e a França como exemplos de países que estão desenvolvendo suas próprias iniciativas nesse sentido.
Ela também ressaltou que, embora não sejam imposições, os Mapas do Caminho representam uma abordagem que não pode ser ignorada, uma vez que já estamos enfrentando as consequências das mudanças climáticas. A deputada federal, que foi derrotada nas eleições ao Senado por São Paulo, está sendo considerada para retornar ao Ministério do Meio Ambiente no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito na semana passada.
De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, Marina fará parte da delegação da Câmara dos Deputados na COP da Turquia, onde deve se encontrar com Lula. O atual ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, destacou que os Mapas do Caminho demonstram o compromisso do Brasil com o multilateralismo, criando uma plataforma e um processo para avançar em pequenas etapas. Os Mapas do Caminho incluem dois documentos: o Mapa do Caminho para a Transição dos Combustíveis Fósseis e o Mapa do Caminho para o Desmatamento, que visam a intensificação dos esforços para parar e reverter o desmatamento até 2030.
Fonte: Amazonas Atual