Matrículas no Ensino Superior Aumentam 169% em Duas Décadas, Diz Unesco
O número de estudantes matriculados no ensino superior mundial saltou de 100 milhões em 2000 para 269 milhões em 2024, segundo a Unesco. A disparidade regional persiste, com 80% de jovens na Europa Ocidental e apenas 9% na África Subsaariana.

O relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), divulgado em Paris no dia 12 de setembro de 2023, revela um aumento significativo no número de matrículas no ensino superior global. O total de estudantes matriculados passou de 100 milhões em 2000 para 269 milhões em 2024, representando 43% da população na faixa etária de 18 a 24 anos, que é a normalmente considerada para o ingresso no ensino superior.
No entanto, o estudo evidencia que existem profundas disparidades regionais no acesso ao ensino superior. Enquanto 80% dos jovens na Europa Ocidental e na América do Norte estão matriculados, a proporção cai para 59% na América Latina e no Caribe, 37% nos Estados Árabes, 30% no Sul e Oeste da Ásia e apenas 9% na África Subsaariana.
A pesquisa, que abrange dados de 146 países, também indica que as instituições privadas são responsáveis por cerca de um terço das matrículas em todo o mundo, com a maior concentração na América Latina e no Caribe, onde representam 49% das matrículas em 2023. No Brasil, Chile, Coreia do Sul e Japão, quatro em cada cinco estudantes estão em instituições privadas.
O diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, enfatizou a crescente demanda por ensino superior, destacando seu papel crucial na construção de sociedades sustentáveis. Ele também observou que, apesar do aumento nas matrículas, a taxa de graduação global aumentou de apenas 22% em 2013 para 27% em 2024, o que indica que a expansão no número de alunos não se reflete em oportunidades equitativas para todos.
Por fim, o relatório também aborda a questão da mobilidade internacional de estudantes, que triplicou de 2,1 milhões em 2000 para quase 7,3 milhões em 2024, sendo que a maioria desses estudantes procura instituições na Europa e América do Norte. Contudo, a Unesco destaca que essa mobilidade ainda beneficia apenas 3% do total de estudantes no mundo, apontando a necessidade de modelos inovadores de financiamento e políticas inclusivas para assegurar um acesso equitativo ao ensino superior.
Fonte: D24AM