MDB opta por não apoiar presidenciáveis e libera diretórios estaduais
Em convenção nacional, o MDB decidiu não apoiar nenhum candidato à Presidência nas eleições deste ano, permitindo que diretórios estaduais decidam seus apoios locais.

Na convenção nacional realizada em Brasília nesta segunda-feira, 27 de novembro, o MDB decidiu não apoiar nenhum candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. Além disso, a legenda liberou seus diretórios estaduais para que cada um possa escolher seus apoios de acordo com a realidade local.
O partido recebeu propostas do PT para se juntar à coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, conforme fontes do MDB, não houve negociações concretas, apenas movimentações por parte dos petistas. O presidente do MDB, deputado federal Baleia Rossi, já havia admitido a possibilidade de liberar os Estados para decidirem seus apoios, conforme declarado em entrevista ao Estadão no início do ano.
Baleia ressaltou que, em um cenário de polarização acentuada, a tendência do MDB seria liberar os diretórios estaduais. Essa decisão é vista como uma forma de o partido evitar divisões internas e promover unidade. No Nordeste e em parte do Norte, a tendência é de aliança com o governo Lula, enquanto no Centro-Oeste, Sul e Sudeste, há uma resistência maior a essa aliança.
Durante a convenção, membros da legenda reconheceram a complexidade de escolher um candidato em um cenário tão polarizado. O deputado federal Hildo Rocha destacou que ter um candidato próprio poderia desunir o partido, e o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, afirmou que o MDB deve respeitar as particularidades de cada diretório. Ele também expressou apoio ao ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD.
Além disso, foi defendida a ideia de que o MDB deve voltar a lançar um candidato próprio para a Presidência em 2030. Algumas sugestões foram feitas para que Baleia Rossi possa ser o nome da legenda na próxima eleição. Ao optar por não firmar uma aliança nacional, o MDB agora concentra seus esforços em disputas estaduais, com 10 candidatos a governador e 20 ao Senado, buscando eleger de 50 deputados federais e 10 a 12 senadores.
Fonte: Amazonas Atual