Menina de 9 anos ri por horas e é diagnosticada com crise gelástica
Eduarda Barbosa, de 9 anos, foi levada ao hospital após rir incontrolavelmente por horas. Médicos suspeitam de uma crise gelástica e a família alerta outros pais.

Em Belo Horizonte, uma menina de 9 anos, identificada como Eduarda Barbosa, precisou ser internada após apresentar um comportamento peculiar: horas rindo sem parar. A criança, que reside em Contagem, na Grande Belo Horizonte, inicialmente fez sua família pensar que estava apenas brincando, mas a situação logo se tornou preocupante.
De acordo com Alinne Barbosa, mãe de Eduarda, a menina começou a sorrir em casa e, mesmo depois de 30 minutos, não conseguia controlar a expressão facial. Além do riso incontrolável, Duda apresentava um olhar diferente, não conseguia se comunicar verbalmente e respondia apenas com gestos, o que alarmou sua mãe.
No caminho para o hospital, os episódios de risadas continuaram, e ao chegar ao Hospital Municipal de Contagem, os médicos levantaram a suspeita de que se tratava de uma crise gelástica. Esse tipo raro de crise epiléptica é caracterizado por risadas involuntárias que não estão associadas a sentimentos de alegria.
Duda ficou rindo por mais de quatro horas, até que a exaustão a fez dormir no colo de sua mãe. As crises gelásticas podem estar ligadas a alterações no hipotálamo, como o hamartoma hipotalâmico, e geralmente requerem uma avaliação médica especializada para um diagnóstico preciso.
Após realizar uma tomografia que não mostrou alterações, a menina foi mantida em observação. Embora a suspeita de crise gelástica tenha sido levantada, o diagnóstico final depende de um neurologista. Os médicos ressaltaram que um único episódio não significa que a criança tenha epilepsia, e, por conta disso, não foi necessário iniciar tratamento medicamentoso naquele momento. No dia seguinte, Duda acordou bem e não teve novos episódios.
O neurocirurgião Sérgio Cançado explicou que, em situações em que as crises não são controladas por medicamentos, há tratamentos especializados, incluindo opções cirúrgicas. Após essa experiência intensa, a família decidiu compartilhar a situação nas redes sociais, com o objetivo de alertar outros pais sobre essa condição rara.
Fonte: D24AM