Mensagens expõem assédio de tenente-coronel a soldado da PM mesmo casado
Investigação revela investidas do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto contra uma soldado da PM, enquanto é réu por feminicídio da esposa. O oficial segue preso desde março.

Recentemente, mensagens analisadas pela Polícia Civil de São Paulo indicaram que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto teria feito diversas tentativas de assédio contra uma soldado da Polícia Militar, mesmo estando casado. Essas revelações surgem meses após o oficial se tornar réu por feminicídio e fraude processual pela morte de sua esposa, Gisele Alves Santana.
De acordo com informações veiculadas pela CNN Brasil, os diálogos fazem parte de uma investigação que teve início após a policial denunciar o tenente-coronel por assédio. A perícia constatou que Geraldo utilizava sua posição superior para se aproximar da subordinada, oferecendo vantagens profissionais e mantendo contato frequente por mensagens.
Entre as mensagens analisadas, foram encontrados pedidos relacionados ao ambiente de trabalho, como sugestões para que a soldado preparasse café para os colegas e uma proposta para que atuasse como “secretária”. A soldado, no entanto, recusou esses convites. Além disso, os investigadores descobriram mensagens em que o tenente-coronel expressava o desejo de morar perto da policial, mencionando que havia passado pela rua onde ela reside.
Em setembro de 2025, ele comentou sobre a possibilidade de procurar um apartamento na região dela. O conteúdo das mensagens também incluía convites para encontros pessoais e declarações de amor, mesmo diante das negativas da soldado. Segundo o relatório, o oficial frequentemente se apresentava como um homem “religioso” e “honesto”, tentando reforçar uma imagem positiva nas conversas.
A soldado decidiu pedir afastamento após receber uma mensagem de Gisele Alves Santana pelas redes sociais. A defesa da policial registrou uma denúncia junto à Corregedoria da Polícia Militar, incluindo acusações de assédio sexual, assédio moral e ameaça. O tenente-coronel, que está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde março, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por feminicídio e fraude processual. Laudos periciais apontaram inconsistências na versão de suicídio e evidências de violência contra Gisele, que faleceu em 18 de fevereiro deste ano.
Fonte: D24AM