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Milton Hatoum destaca a importância da memória na literatura brasileira

O escritor amazonense Milton Hatoum discute a memória como elemento central em sua nova obra, Dança de Enganos, durante a Flipelô.

Ana Beatriz Souza2 min de leituraMilton Hatoum, literatura, memória
Milton Hatoum destaca a importância da memória na literatura brasileira
Foto: (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O escritor manauara Milton Hatoum vem explorando o tema da memória na literatura desde sua obra Relato de um Certo Oriente. Em seu mais recente livro, Dança de Enganos, lançado no final de 2022, ele conclui a trilogia O Lugar Mais Sombrio, que aborda os impactos da ditadura militar brasileira nas famílias.

No novo volume, a voz principal é de Lina, mãe de Martim, protagonista dos livros anteriores A Noite da Espera e Pontos de Fuga. Lina compartilha suas memórias e anotações sobre as dores e os traumas vividos por sua família durante um período de opressão e repressão, trazendo à tona questões fundamentais sobre a memória e sua relevância na literatura.

Durante sua participação na Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), Hatoum afirmou: “A memória na literatura é, vamos dizer, fundamental. Ela é uma espécie de musa tutelar dos escritores.” Ele enfatizou que a memória ganha significado quando é trazida ao presente, conectando as vivências atuais com o passado.

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Hatoum também ressaltou que a trilogia aborda as relações familiares em um contexto de autoritarismo, mas que o foco principal é a dinâmica familiar. O autor descreveu Dança de Enganos como um livro de memórias, onde Lina descobre verdades sobre si mesma e sua família, refletindo sobre enganos e falsidades que marcaram sua vida.

Reconhecido como um dos mais importantes escritores contemporâneos do Brasil, Hatoum destacou sua recente posse na Academia Brasileira de Letras, onde se tornou o primeiro representante da Amazônia. Ele fez questão de mostrar que suas obras são uma forma de reflexão sobre o passado e sobre a atualidade, especialmente em tempos em que há um ressurgimento de vozes pedindo pela volta do autoritarismo no Brasil. O autor concluiu ressaltando que a empatia é fundamental para enfrentar crises sociais e a importância da educação na formação de cidadãos.

Fonte: D24AM

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