Milton Hatoum é o primeiro escritor amazonense a ser imortal na ABL
O escritor Milton Hatoum tomou posse na Academia Brasileira de Letras, sucedendo Cícero Sandroni. Ele é o primeiro amazonense a ocupar uma cadeira na ABL.

O escritor amazonense Milton Hatoum fez história ao assumir a cadeira de número 6 da Academia Brasileira de Letras (ABL) na última sexta-feira, 24 de novembro, no Rio de Janeiro. Hatoum, que já foi laureado com três prêmios Jabuti, sucede o jornalista Cícero Sandroni, falecido em junho do ano passado.
A cerimônia de posse foi marcada por um discurso emotivo de Hatoum, que destacou a importância de Sandroni e de outros acadêmicos que já ocuparam a cadeira. O evento contou com a presença de várias personalidades da literatura e da cultura brasileira, incluindo a acadêmica Ana Maria Machado, que fez o discurso de recepção.
Milton Hatoum é amplamente reconhecido por suas obras, com destaque para os romances Relato de um certo Oriente, Dois irmãos e Cinzas do Norte, todos vencedores do Prêmio Jabuti. Seu livro Dois irmãos também ganhou adaptações em quadrinhos e na televisão, reforçando sua relevância na literatura contemporânea.
Além de seus romances, Hatoum é autor de coletâneas de contos e crônicas, acumulando mais de 500 mil exemplares vendidos em 17 países. Durante sua posse, ele refletiu sobre a dualidade da vida, afirmando que "não vivemos apenas no real, vivemos também no imaginário, nos sonhos, na literatura, nas artes, no teatro".
Na cerimônia, Hatoum recebeu a medalha simbólica das mãos da acadêmica Rosiska Darcy, enquanto o diploma foi entregue pela acadêmica Lilia Moritz Schwarcz e a espada por Arnaldo Niskier. A comissão de entrada foi composta pelos acadêmicos Antonio Carlos Secchin, Domício Proença Filho e Eduardo Giannetti, enquanto a comissão de saída incluiu Arno Wehling, Ana Maria Gonçalves e Gilberto Gil.
Fonte: Portal Amazônia