Ministério da Igualdade Racial investiga ato de racismo em manifestação bolsonarista
O Ministério da Igualdade Racial requisitou investigação sobre um ato racista ocorrido em manifestação a favor de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Na manhã do dia 25 de outubro, o Ministério da Igualdade Racial enviou ofícios ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Procuradoria Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, solicitando a investigação de um episódio de crime racista que ocorreu no último sábado, 24.
O incidente aconteceu durante uma manifestação em apoio ao candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), que teve lugar na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra um militante bolsonarista branco conduzindo um homem negro acorrentado.
No ato, Flávio Bolsonaro estava acompanhado de figuras políticas como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL). O apoio ao candidato ocorreu em meio a um clima tenso e controverso.
O homem que se encontrava acorrentado vestia uma camisa listrada em vermelho e preto, bermuda preta e carregava um tridente. Enquanto isso, o militante bolsonarista, vestido com calça e jaqueta verde e branco com a bandeira do Brasil, proferiu ofensas racistas, chamando o homem negro de "Luladrão, Satanás e Capiroto".
Em nota, o Ministério da Igualdade Racial condenou a situação, afirmando que "é inaceitável que uma pessoa negra seja acorrentada e humilhada", ressaltando que tais cenas refletem as marcas do passado escravagista do Brasil. A deputada federal eleita Anielle Franco (PT) também manifestou sua indignação e anunciou que acionaria o Ministério para tratar do caso de racismo no Rio e de intolerância religiosa em Belo Horizonte, onde uma mulher rasgou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um ato de apoio a Flávio Bolsonaro.
Fonte: D24AM