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Ministério Público investiga maus-tratos a cão em hotel para pets

Caso de maus-tratos a um cachorro em Bonito repercute nas redes sociais e é investigado pelo MP. Proprietária alega que agiu para separar briga entre os animais.

Marina Ribeiro2 min de leituramaus-tratos, cachorro, hotel para pets
Ministério Público investiga maus-tratos a cão em hotel para pets
Foto: (Foto: Reprodução)

Um incidente envolvendo um cão hospedado em um hotel para pets na cidade de Bonito, Mato Grosso do Sul, levou o caso a ser encaminhado ao Ministério Público. A situação ganhou destaque nas redes sociais após a divulgação de um vídeo que mostra a proprietária do hotel agredindo o animal dentro do estabelecimento. O fato ocorreu na última sexta-feira, dia 3, e foi inicialmente registrado como uma suspeita de maus-tratos.

O cachorro, chamado Ravi, é um pastor-australiano de pouco mais de um ano e estava sob os cuidados do hotel. Na gravação, que foi divulgada pelo tutor do cão, é possível ver a proprietária atingindo o animal repetidamente. A publicação do vídeo alcançou mais de 1 milhão de visualizações, gerando uma onda de indignação entre os internautas.

A Polícia Militar Ambiental recebeu a denúncia e encaminhou a ocorrência para a Delegacia de Bonito. A proprietária do hotel, identificada como Ana Carla, foi chamada a prestar esclarecimentos à Polícia Civil. Ana Carla defende que sua intenção não era maltratar Ravi, mas sim separar o cão de uma briga com outro animal, um yorkshire chamado Kowalski, que estava envolvido na confusão.

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Segundo Ana Carla, ela foi informada pela filha, responsável pelos cuidados dos animais, sobre a situação e se dirigiu imediatamente ao hotel. Na tentativa de separar os cães, ela atingiu Ravi, uma ação que ela justifica como necessária para impedir que Kowalski fosse ferido. Ana Carla também afirmou que tentou socorrer o yorkshire após o ocorrido, mas o animal acabou falecendo. Ela nega qualquer intenção de crueldade e se colocou à disposição das autoridades, apresentando as imagens das câmeras de segurança do local.

O tutor de Ravi, Vincent Lacerda, relatou que o cão frequentava o hotel desde os três meses e nunca havia demonstrado comportamento agressivo. Ele ficou sabendo do ocorrido após receber o vídeo de conhecidos e, ao reconhecer Ravi nas imagens, pediu que uma pessoa de confiança retirasse o animal do local. Ao buscar Ravi, Vincent encontrou o cachorro assustado, com fome, sede e sujo. Ele questionou a versão apresentada pela proprietária sobre a morte de Kowalski e pediu que a investigação esclarecesse os pontos obscuros. Ravi deve ser levado para Niterói, no Rio de Janeiro, onde Vincent se mudou recentemente. O caso continua sob análise do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Fonte: D24AM

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