Ministra do TSE que vetou púlpito vazio tem laços com o governo Lula
A decisão da ministra Estela Aranha, que impediu a exibição do púlpito vazio de Lula, reacende debates sobre a atuação do TSE. Ela tem histórico na gestão do petista.

Em Brasília, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tornou-se o centro das atenções ao proibir a TV Globo de mostrar o púlpito vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um debate presencial marcado para esta quinta-feira, 1º de novembro. A decisão, que foi tomada em caráter de urgência, argumenta que a exibição da ausência do candidato poderia gerar impactos negativos no processo eleitoral.
A liminar concedida pela ministra estabelece uma multa caso a emissora desrespeite a ordem. O argumento central é que destacar a falta do candidato não é apenas uma questão informativa, mas pode afetar a percepção do eleitor e prejudicar a lisura do pleito na fase final do primeiro turno.
Estela Aranha foi nomeada por Lula para o TSE em agosto de 2025, em um mandato que se estende por dois anos. Com uma carreira marcada por sua atuação no governo petista, ela foi secretária de Direitos Digitais no Ministério da Justiça, sob a liderança de Flávio Dino, onde se destacou em debates sobre a regulação das grandes empresas de tecnologia.
Além de seu papel no Ministério da Justiça, a ministra também serviu como assessora especial da Presidência da República, trabalhando ao lado de Celso Amorim, assessor internacional. Sua formação inclui graduação pela Universidade de São Paulo (USP) e mestrado em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).
Estela Aranha é reconhecida como uma especialista em Direito Digital e Inteligência Artificial. Sua experiência também inclui a atuação como assessora do gabinete da Presidência do TSE na gestão da ministra Cármen Lúcia, além de ser integrante do Conselho Consultivo da ONU sobre Inteligência Artificial e presidenta da Comissão de Proteção de Dados da OAB-RJ.
Fonte: D24AM