Ministro Alexandre de Moraes firmou contrato de R$ 131 milhões com ex-dono do Banco Master
Investigações da PF revelam que Alexandre de Moraes editou um contrato milionário entre o escritório de sua esposa e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Brasília - Documentos digitais obtidos durante investigações da Polícia Federal (PF) indicam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi responsável pela edição de um contrato de prestação de serviços advocatícios no valor aproximado de R$ 131 milhões. O acordo foi firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, que foi o ex-dono do Banco Master.
As informações sobre o contrato foram divulgadas nesta terça-feira (1º) pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a PF, a edição do contrato foi registrada nos metadados de um documento digital que foi enviado nas conversas do WhatsApp do celular de Vorcaro, o qual foi apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.
Conforme o Estadão, a última versão do contrato foi editada utilizando o sistema Office 365, que é de propriedade do ministro. O documento foi editado por um perfil intitulado “Ministro Alexandre de Moraes” e previa a contratação da banca Barci de Moraes Sociedade de Advogados para serviços jurídicos e consultoria estratégica, com honorários globais que totalizavam cerca de R$ 130 milhões.
O escritório de Viviane Barci de Moraes emitiu uma nota afirmando que, devido à complexidade da contratação dos serviços advocatícios pelo Banco Master, o setor de compliance do escritório buscou informações com o ministro sobre possíveis impedimentos legais. Isso foi feito para garantir que não havia qualquer conflito de interesse, uma vez que o ministro não havia julgado nenhum caso relacionado ao Banco Master.
Além disso, o ministro do STF, André Mendonça, solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) informações sobre uma mensagem de Daniel Vorcaro, na qual ele menciona a necessidade de proteção de 'Andrei' e 'Paulo'. O relatório da PF sugere que essas referências se referem a Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e a Paulo Gonet, procurador-geral da República. Os investigadores não confirmaram o destinatário exato da mensagem, mas indicaram que poderia ser o ministro Alexandre de Moraes.
Fonte: D24AM