MMA e Anater lançam projeto para recuperar áreas degradadas na Amazônia
O Ministério do Meio Ambiente e a Anater firmaram um projeto para recuperar áreas degradadas em 3 mil propriedades rurais. A iniciativa visa beneficiar agricultores familiares na Amazônia.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) se reuniram em Brasília (DF), no final de abril, para planejar um importante projeto voltado à recuperação de áreas degradadas na Amazônia. Esta ação faz parte do Programa União com Municípios e tem como meta recuperar áreas em 3 mil imóveis rurais ocupados por agricultores familiares, localizados em glebas públicas federais não destinadas ou em assentamentos federais.
Coordenado pelo MMA, o projeto será implementado pela Anater e abrangerá 48 municípios que aderiram ao União com Municípios em 2024. O investimento totaliza R$ 56 milhões, provenientes do programa Floresta+ Amazônia, realizado em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiado pelo Fundo Verde do Clima (GCF).
A reunião teve a participação da Agência Alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH) e teve como objetivo definir os arranjos institucionais do projeto. O diretor do Departamento de Ordenamento Ambiental e Territorial do MMA, Marcelo Trevisan, destacou a importância de alinhar estratégias para assegurar que os benefícios realmente cheguem às famílias amazônicas.
A Anater já é parceira do União com Municípios em iniciativas de assistência técnica e regularização ambiental. Com o novo projeto, o foco será a recomposição da vegetação nativa, promovendo o equilíbrio climático e a conservação da biodiversidade, além de gerar renda para as famílias beneficiadas. O gerente extraordinário dos Programas para a Amazônia da Anater, Márcio Hirata, enfatizou a mudança no padrão de desenvolvimento socioeconômico regional.
Durante a reunião, também foram debatidas estratégias para sensibilizar e envolver parceiros, incluindo governos estaduais e municipais, entidades técnicas e os agricultores. A proposta visa aumentar a participação local na busca de soluções para os desafios da recuperação ambiental. A coordenadora-geral do Departamento de Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, Nazaré Soares, ressaltou que garantir o pagamento da mão de obra e o monitoramento das ações é fundamental para obter resultados positivos tanto para os agricultores quanto para o meio ambiente.
Fonte: Portal Amazônia