Motoristas de micro-ônibus em Manaus incendeiam veículo por subsídios atrasados
Motoristas da Cooperativa Manaós paralisaram atividades e incendiaram um micro-ônibus em protesto por atraso de subsídios. A Prefeitura se comprometeu a resolver a situação.

MANAUS - Na manhã de quinta-feira (2), motoristas da Cooperativa Manaós, que opera os micro-ônibus conhecidos como “Amarelinhos” em Manaus, interromperam suas atividades e atearam fogo a um veículo na Avenida Autaz Mirim, no bairro Jorge Teixeira, na zona leste. A paralisação é motivada pelo atraso de três meses no repasse do subsídio destinado à passagem estudantil.
Os motoristas exigem a criação de uma subvenção específica para o setor, argumentando que a atual situação financeira impacta diretamente suas operações. O micro-ônibus incendiado, segundo informações dos motoristas, estava em uma oficina aguardando reparos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas, enquanto a Polícia Militar atuou para liberar o fluxo de veículos na via. Uarodi Guedes, vice-presidente de Transportes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), explicou que o subsídio da passagem estudantil é repassado diretamente às cooperativas desde abril, mas depende da atualização de documentos administrativos e certidões por parte das operadoras.
Guedes também comentou sobre a proposta de um novo subsídio para os “Amarelinhos”, que foi debatida em reunião com o prefeito Renato Junior e representantes das cooperativas. “O prefeito reconheceu a necessidade de um subsídio e se comprometeu a verificar até o final da semana como isso será viabilizado”, afirmou Guedes.
O incêndio foi considerado um ato isolado, atribuído a uma das cooperativas, já que outras concordaram com as decisões tomadas em reunião anterior. O veículo incendiado foi removido para o pátio do IMMU, onde será aberto um processo administrativo para investigar as circunstâncias do incidente. A Prefeitura de Manaus já intensificou as ações de fiscalização do sistema de transporte alternativo, com operações permanentes previstas para 2025 e 2026.
Fonte: Amazonas Atual