MP de SC pede arquivamento do caso do cão Orelha após investigações
O Ministério Público de Santa Catarina solicitou o arquivamento do caso do cão Orelha, afirmando que não há evidências de agressões. A morte do animal está ligada a uma condição de saúde preexistente.

Florianópolis, SC - O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) pediu o arquivamento das investigações sobre a morte do cão Orelha, encontrado sem vida na Praia Brava. De acordo com a instituição, não foram encontrados indícios que comprovem que o animal tenha sofrido agressões por parte de adolescentes.
Em uma nota divulgada na terça-feira, 12 de setembro, o MP informou que a morte do cachorro estava relacionada a uma condição de saúde grave e preexistente. As investigações esclareceram que houve um erro na cronologia inicialmente estabelecida pela polícia, que impactou a apuração do caso.
As imagens do sistema de monitoramento de um condomínio, utilizadas na investigação, apresentavam um adiantamento de cerca de 30 minutos. Após a correção dos horários, o MP concluiu que os adolescentes investigados não estavam com o cão na orla da Praia Brava no momento em que supostamente ocorreu a agressão.
Segundo o Ministério Público, o animal foi encontrado a aproximadamente 600 metros de distância do local onde o jovem suspeito se encontrava. Além disso, as imagens analisadas indicaram que o cachorro apresentava capacidade motora normal cerca de uma hora após a alegada agressão.
Os laudos periciais também descartaram qualquer sinal de maus-tratos. Durante a exumação do corpo do cão, um perito veterinário constatou que não havia fraturas ou lesões que indicassem violência recente. Foi identificado que o cão sofria de osteomielite na região maxilar esquerda, uma infecção óssea grave e crônica, o que pode explicar sua morte.
Fonte: D24AM