MPAM solicita suspensão de 30 dias na troca de cabos de energia em Manaus
O MP do Amazonas pediu à Âmbar Energia que suspenda a troca de cabos de alta tensão por 30 dias para averiguar sua adequação às condições locais.

MANAUS - O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recomendou à Âmbar Energia que suspenda por 30 dias os serviços de troca e reforço dos cabos de alta tensão na capital amazonense. A medida visa verificar se os cabos de alumínio utilizados pela concessionária são adequados às condições climáticas da região e se cumprem as normas técnicas e de segurança exigidas.
No dia 10 de outubro, a Âmbar Energia informou que está substituindo cabos convencionais de alumínio por cabos concêntricos revestidos, também de alumínio, que foram fabricados de acordo com normas específicas e suportam temperaturas de até 90°C em uso contínuo. Além disso, a empresa negou boatos que circulam nas redes sociais sobre a troca de cabos de cobre por cabos de alumínio.
O MPAM solicitou que a Âmbar apresente, em um prazo de até 10 dias úteis, laudos e certificados que comprovem a segurança dos cabos utilizados, bem como a lista dos locais onde a troca foi realizada. A concessionária também deve fornecer um histórico de falhas e oscilações, um plano de emergência para eventuais incidentes, dados de consumo de energia e registros de reclamações dos consumidores.
A promotora Sheyla Andrade destacou que a recomendação surgiu em resposta a diversas reclamações de consumidores sobre curtos-circuitos, oscilações e quedas de energia após a substituição da fiação. O MP também orienta que a empresa não realize intervenções que possam causar interrupções no fornecimento de energia sem aviso prévio aos clientes.
O comunicado sobre interrupções normalmente é disponibilizado no site da concessionária. A Âmbar Energia tem um prazo de três dias para informar se atenderá à recomendação do MPAM. Caso não haja resposta ou adesão à medida, o Ministério Público poderá adotar ações judiciais para garantir a segurança do fornecimento de energia aos consumidores.
Fonte: Amazonas Atual