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MPF solicita remoção de animais ilegais em reserva do Amapá

Ministério Público Federal ajuizou ação para retirar mais de 8 mil animais criados ilegalmente na Reserva Biológica do Lago Piratuba, após pecuaristas rejeitarem acordos.

Marina Ribeiro2 min de leituraMPF, Amapá, Reserva Biológica
MPF solicita remoção de animais ilegais em reserva do Amapá
Foto: Região tem 392 mil hectares e abrange os municípios de Amapá, Tartarugalzinho e Pracuúba, na Região dos Lagos. Foto: Rafael Aleixo/arquivo Rede Amazônica AP

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação contra quatro pecuaristas que se recusaram a desocupar a Reserva Biológica do Lago Piratuba, localizada na região Leste do Amapá. A medida visa a retirada de mais de 8 mil bois e búfalos que estão sendo criados ilegalmente na área, comprometendo a preservação ambiental.

A reserva tem sido alvo de discussões e fiscalizações há vários anos, e o MPF argumenta que os animais ocupam a área de forma irregular, que pertence à União. Especialistas ambientais consultados pelo MPF também apoiam a retirada dos animais, afirmando que a presença deles prejudica a regeneração da vegetação nativa e afeta o equilíbrio do ecossistema.

O MPF informou que a ação judicial foi movida após tentativas de resolução extrajudicial. Dos 16 criadores identificados, nove assinaram Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) e se comprometeram a retirar seus animais, enquanto outros três casos ainda estão sendo analisados. Os pecuaristas que não aceitaram os acordos poderão enfrentar condenações judiciais.

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Em dezembro de 2023, o MPF recomendou à Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) a suspensão da emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) para impedir a entrada de novos animais na reserva. Desde essa recomendação, a Diagro tem emitido apenas guias para a saída de búfalos, garantindo que não haja entrada de animais na área de preservação.

A criação de búfalos na reserva é considerada de médio a alto impacto ambiental. Esses animais, quando soltos, causam erosão nas margens dos rios e assoreamento dos igarapés, comprometendo a qualidade da água e ameaçando as comunidades ribeirinhas que dependem da pesca e da preservação da reserva para sua sobrevivência. Além disso, a Reserva Biológica do Lago Piratuba abrange 392 mil hectares e enfrenta problemas de incêndios, com 8 mil hectares atingidos em 2023, o que agrava ainda mais a situação ambiental na região.

Fonte: Portal Amazônia

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