Mulher trans é presa por tortura e abuso contra padrasto em Manaus
A Polícia Civil do Amazonas investiga caso de mulher trans que supostamente torturou e abusou de seu padrasto. O idoso permanece internado em estado grave.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) apresentou, nesta quarta-feira (23), novos detalhes sobre a prisão de uma mulher trans de 27 anos, identificada como Aurora. Ela é suspeita de manter seu padrasto, um homem de 61 anos de origem alemã, em cativeiro e submetê-lo a atos de violência extrema no bairro Praça 14 de Janeiro, localizado na zona sul de Manaus.
Durante seu depoimento, a investigada afirmou ter consumido uma forma de maconha turbinada antes de cometer as agressões. Aurora alegou também que o idoso, que mantinha um relacionamento com sua mãe há aproximadamente cinco anos, sofria transfobia por parte dele, pois, segundo ela, o homem nunca aceitou sua identidade de gênero.
Apesar de negar a prática de atos sexuais contra o padrasto e não se lembrar de ter causado lesões, as declarações da suspeita contradizem os laudos periciais e as constatações feitas pela polícia no local do crime. O delegado Cícero Túlio, responsável pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), revelou que os exames preliminares indicam que o idoso foi vítima de abuso sexual e intensa tortura física.
As informações apuradas pela polícia revelam que Aurora teria introduzido os dedos nas cavidades oculares da vítima, resultando em lesões graves e destruição dos globos oculares. O delegado destacou a gravidade dos atos relatados, afirmando que a mulher devorou as orelhas do padrasto, arrancou seus olhos e o estuprou, evidenciando a seriedade da situação.
Durante o ataque, o idoso conseguiu se desvencilhar e correu em direção à sacada do apartamento, tentando escapar. Infelizmente, ele caiu do terceiro andar do edifício e ficou sobre o telhado de um imóvel vizinho. Atualmente, o idoso está internado em estado grave em um hospital da capital, tendo perdido os globos oculares e sofrido severas lesões nas orelhas. Aurora permanece presa, respondendo por cárcere privado, tortura, estupro de vulnerável e tentativa de homicídio qualificado, com o inquérito policial ainda em andamento no 1º DIP.
Fonte: D24AM